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Irmãos baianos se reencontram 35 anos depois com ajuda de detetive

Irmãos baianos se reencontram 35 anos depois com ajuda de detetive

Trinta e cinco anos sem qualquer notícia. Sem uma foto ou uma mínima lembrança. O porteiro Deraldo Conceição, de 40 anos, ainda era um bebê quando um dos seus irmãos, à época na pré-adolescência, decidiu, na companhia de um conhecido, partir da cidade de Santaluz, no Centro-norte do estado, rumo à cidade de Barreiras, no Oeste baiano.

Embora ainda fosse um pré-adolescente, o garoto, com o consentimento da mãe, foi em busca de emprego, qualquer coisa que lhe fizesse melhorar de vida. Saiu de casa inclusive sem nenhum tipo de identificação já que sua mãe não havia lhe registrado, descuido comum naquela época, sobretudo entre famílias pobres e que moravam afastadas dos grandes centros urbanos.

Uma vez na cidade, no entanto, José Conceição nunca mandou notícias, sequer uma carta para acalmar o coração dos familiares, assim também fez o colega que viajou na companhia dele. Se passaram três décadas.

O porteiro decidiu, no ano passado, que era preciso preencher essa lacuna. Dar um fim às incertezas que rondavam a família Conceição. Afinal onde estava o seu irmão José? Vivo ou Morto?

Busca

A tarefa não era fácil, afinal ele não tinha a menor lembrança do familiar, além de não possuir os dados mais simples que pudesse o ajudar nas buscas, como a data de nascimento, por exemplo. Deraldo decidiu então ir às redes sociais, onde compartilhou a história da família com amigos no Facebook, em outubro do ano passado.

Entra em cena o detetive particular Silas Santana. O profissional, que trabalha na busca de pessoas desaparecidas e de parceiros infiéis, topou com a história dos irmãos enquanto navegava pela rede social. Tomou para si o desafio de conseguir uni-los, sem cobrar absolutamente nada, só pelo prazer de ver a família unida mais uma vez.

“Eu vi a publicação onde ele relatava que não tinha informações sobre o irmão e tomei aquela dor para mim, aquele desafio. Preciso de investigações como essa para conseguir o meu ganha-pão, mas nesse caso não tem dinheiro que pague, ver a felicidade da família”, disse o detetive.

A princípio, Deraldo desconfiou: como poderia alguém conseguir localizar uma outra sem qualquer informação? Mas aceitou de bom grado. Com ajuda de um sistema, uma espécie de banco de dados, o detetive localizou dezenas de outros José Conceição. Era preciso, portanto, confirmar qual daqueles era o irmão do porteiro.

Encontro

Por meio de dedução de data de nascimento, chegou-se até a um agricultor morador da localidade rural de Pau Brasil, localizada na cidade de Una, no Extremo-sul do estado, distante cerca de mil quilômetros de Barreiras, município para onde o irmão do porteiro havia partido.

O homem, com pouco mais de 50 anos, não tinha número de contato, vivia isolado em uma área afastada da cidade e sem acesso à facilidade da internet. Silas teve a ideia de pedir ajuda de uma rádio local de Una, que divulgou o caso durante sua programação. Dessa forma, a história da família Conceição finalmente teve um final feliz.

Os irmãos já se falaram por meio de uma ligação telefônica, mas nada de questionamentos pelo sumiço, apenas o contentamento de ter um ente querido mais uma vez ao lado. “Eles virão com o tempo, mas, agora, não é momento para isso. Estou muito feliz de ter meu irmão de volta”, comenta Deraldo, que se encontrará com José na terça-feira, dia 1º.

Informações: Bnews

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