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Trocando bonecas por chuteiras e bola, meninas treinam futebol com ajuda dos pais

Trocando bonecas por chuteiras e bola, meninas treinam futebol com ajuda dos pais

A quem diga que futebol é esporte de menino, mas as pequenas jogadoras mirins, Isa  Zuleika Barreto, 3 anos e Fabyan Catarina Barreto, 1 ano de idade do município de Amélia Rodrigues região de Feira de Santana, têm quebrado esse paradigma e trocado as bonecas pela bola.

As habilidades das pequenas com a bola, tem dado o que falar na internet. “Eu sou amante do esporte, do futebol, já trabalhei com esporte há 08 anos, dessa forma, eu brinco com ela desde quando nasceu. Em março  comecei a perceber que ela tinha uma evolução técnica boa, comecei a gravar, primeiro para o youtube, depois migrei para as outras plataformas”, disse Fábio Barreto, pai das pequenas.

O esporte já faz parte da rotina das pequenas, que treinam com a ajuda dos pais. “ A gente, aqui em Amélia Rodrigues, não tem nem escolinha de futebol estruturada. Tem as de bairro, eu mesmo faço um trabalho na comunidade com 15 meninos. Para o futebol feminino não tem. Hoje ela brinca no dia a dia comigo. E ela sabe o que é direita, o que é esquerda. O fundamento do esporte, elas aprendem comigo”, completou Fábio.

Preconceito

Quem disse que menina também não joga? Isa e Catarina dão um show no futebol e além  de motivar várias  meninas que vêem no talento  da duplinha uma esperança e inspiração, desconstrói o preconceito.

“O Preconceito que acontece não é aquele explícito, mas sim aquele velado, que as pessoas falam, como se quisesse ajudar. Outro dia falaram para mim: menina tem que estudar, coloca ela para estudar. Falou como se o futebol não fosse dar em nada, não sabendo ele que ela tem 3 anos e já está aprendendo a ler.   O esporte é um complemeto, auxilia as crinanças terem uma boa coordenação”, disse Fábio.

Jilsimara Barreto , mãe da duplinha de jogadoras, sempre foi apaixonada pelo futebol, mas por conta do preconceito, era impedida de jogar. “Eu fui uma criança, que cresci livre na zona rural e com um tempo na escola eu comecei a gostar das aulas de Educação Física. E quando a menina chega na adolescência, tem muito isso da mãe não deixar a menina jogar, porque dizem que futebol é coisa de menina, eu saía escondido para jogar futebol, porque minha mãe não deixava.

Com minha filha  penso diferente, como  gosto e queria ter jogado e não podia, para ela eu deixo totalmente livre. Eu só tento dar um toque feminino nas roupinhas, no cabelo. Eu acredito que  sendo jogadora não precisa você pagar sua feminilidade. Não tem isso não, mulher também joga! “, disse.

Fábio completa. “O patriarquismo e o machismo impedem a menina de jogar bola. O esporte não interfere na sexualidade”, completou.

Expectativa

Com vídeos de cerca de  200 mil visualizações nas redes sociais, as jogadoras mirins mostram seu  talento com a bola no pé. “ Eu acredito que a Isa vai ser a camisa 10, jogadora número 1, que dá a bola no pé e deixa ela jogar. Catarina, nasceu com quase 5 quilos, acredito que ela será a centroavante, aquela que aguenta o trampo. Futuramente vamos desbancar a Argentina, porque Brasileiro é outro nível. Ela tendo inteligência e saúde o resto vai encaminhando e dá tudo certo”, afirmou o servidor público Fábio.

Os planos de Fábio é colocar um projeto em prática, chamado: Meninas também jogam para assim incentivar o futebol feminino entre as meninas.

informações: Conectado News

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