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MP denuncia falsa enfermeira que forjou vacinação de empresários

MP denuncia falsa enfermeira que forjou vacinação de empresários

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou a falsa enfermeira acusada de enganar empresários de Belo Horizonte na venda de vacinas contra a Covid-19. O documento de denúncia foi encaminhado no dia 8 deste mês e protocolado pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais). Agora, caso o pedido seja acatado pelo juiz, o processo criminal terá início.

Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal concluiu o inquérito que apurava o esquema de imunização. Em março de 2021, Cláudia Mônica Torres se passou por profissional da saúde e aplicou em pessoas outra substância em vez da dose contra a Covid. Os investigadores acreditam que o líquido ministrado era soro fisiológico.

Cláudia foi indiciada por estelionato, associação criminosa, ocultação de bens e falsificação de documentos, por ter assumido a identidade de enfermeira. Outros envolvidos no caso, incluindo parentes que teriam ajudado a investigada, também devem responder por estelionato, associação criminosa e ocultação de bens.

A reportagem entrou em contato com a defesa da acusada e aguarda retorno.

Relembre o caso

O esquema foi revelado em março de 2021, quando um grupo de empresários foi à garagem de uma empresa de ônibus em Belo Horizonte para receber a suposta vacina contra a Covid-19. Familiares e amigos deles também estiveram no local. Na época, o grupo ainda não havia sido convocado pela campanha de imunização do governo federal.

Um vídeo obtido em primeira mão pelo R7 mostra o momento em que uma fila de carros se forma em frente à empresa, localizada na região noroeste da capital mineira. Dentro da garagem, Cláudia Mônica retirava seringas de uma caixa térmica e aplicava a “vacina” nas pessoas.

Durante a investigação, Cláudia, um filho e um genro dela foram presos. Eles já foram soltos e estão respondendo em liberdade. Dados levantados pela corporação mostram que a mulher, que na verdade é cuidadora de idosos, também fez atendimento em domicílio. Um vídeo gravado pelo porteiro de um prédio de luxo em BH flagra a investigada detalhando o produto oferecido.

A mulher cobrava R$ 600 pelo medicamento, que, segundo a PF, era falso. Os agentes encontraram seringas e soro fisiológico na casa de Cláudia.

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