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Justiça acata pedido de denúncia do MP-BA contra Cátia Raulino; professora é investigada por plagiar ex-alunos em Salvador

Justiça acata pedido de denúncia do MP-BA contra Cátia Raulino; professora é investigada por plagiar ex-alunos em Salvador

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) acatou o pedido de denúncia do Ministério Público do estado (MP-BA) contra Cátia Raulino, na segunda-feira (11). Ela é investigada por plagiar trabalho de ex-alunos em Salvador e também responde por uso de documento falso, estelionato e exercício irregular da profissão.

Caso Raulino

Cátia Raulino começou a ser investigada no mês de agosto, depois que ex-alunas do curso de Direito de uma faculdade particular de Salvador a denunciaram por plágio.

Em seu currículo, Cátia Raulino alega ser formada em Direito e que tem mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas as universidades em que ela diz ter concluído os cursos negam que ela possua as formações. Raulino chegou a apresentar documentos ao delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, que investiga o caso. No entanto, a professora nunca apresentou comprovação das graduações e títulos que ela afirma ter.

No começo das investigações, ela chegou a informar ao G1 que estava recolhendo documentos e que depois iria se pronunciar sobre o caso. Entretanto, depois disso, ela não falou mais com a imprensa. Segundo as ex-alunas, que já estão formadas, quando ainda eram estudantes, elas tiveram os trabalhos de conclusão de curso incluídos em livro e revista e, nas publicações, a professora assinou os textos como dela, sem citar as então alunas.

O Ministério Público Estadual (MP-BA), que apura ao menos seis denúncias: duas referentes a suposta prática de exercício ilegal da advocacia e quatro referentes a suposto crime de violação de direito autoral.

A suspeita já atuou como professora e coordenadora de faculdades particulares da capital baiana. Cátia Raulino divulgava o trabalho dela nas redes sociais, mas um dos perfis, que tinha mais de 180 mil seguidores, foi desativado. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) chegou a refazer duas bancas de mestrado que tiveram a participação dela.

A mulher já trabalhou por cerca de um ano no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Através de nota, o TJ-BA informou que ela trabalhou no local entre fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, no cargo temporário de supervisor.

Informação – G1

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