Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on linkedin

Zezé Di Camargo e Wanessa Camargo comentam relacionamento de pai e filha

Zezé Di Camargo e Wanessa Camargo comentam relacionamento de pai e filha

Quando Zezé Di Camargo começou a pensar nas canções para o álbum Pai & Filha com Wanessa Camargo, a música Daqui a 20 anos, já reservada para o seu repertório solo, ganhou um novo significado, que ele diz ter sido melhor traduzido no dueto com a cantora. A canção, escrita por Samuel Deolli Rapha Lucas, reflete a certeza do amor que terão eternamente um pelo outro.

“Essa música maravilhosa chegou para mim primeiro e coloquei no meu repertório. Mas quando fomos fazer esse projeto, vi que a identidade dela era muito mais da Wanessa comigo do que só minha. Parece que a música foi até feita para nós dois. Acho que daqui a 20 anos a gente vai ter tantos outros avanços tecnológicos, mas uma coisa que não vai mudar, é exatamente isso, o sentimento nas pessoas, o amor”, diz Zezé.

“A ideia da música é saber que a gente não controla o que vai acontecer no futuro, mas tem uma coisa que a gente tem certeza, quando a gente se apoia no amor de verdade, a gente sabe o que vai acontecer daqui a 20 anos. Tenho certeza que meu pai vai estar lá para mim e eu para ele, assim como minha mãe, irmãos, filhos e amigos. No futuro, a gente não sabe se a gente vai estar trabalhando nisso ou naquilo, se vai ter mais ou menos dinheiro, se vai estar namorando ou solteira, mas a gente sabe que o amor é eterno e família é isso. Não sou nada sem a minha família, amigos e conexão espiritual”, explica Wanessa.

Mãe de João Francisco e José Marcus, frutos do casamento de 17 anos que teve com o empresário Marcus Buaiz, de quem anunciou a separação recentemente, Wanessa não perde tempo temendo o futuro e busca sua felicidade no agora. 

“A vida é sobre desafios, a gente está em busca sempre, eu busco o amor e ser feliz. Acho que gente só pode fazer o outro feliz ser a gente está feliz. A gente não tem que sacrificar nada em nome de outras coisas. Eu não sacrifico. Não sou de pensar em trabalhar, trabalhar agora para ter felicidade no futuro. O momento é agora, a gente pode não ter o daqui a 20 anos, a gente tem o agora e o daqui 20 anos vai ser resultado de agora. Por isso a gente tem que buscar muito a felicidade, o lugar de paz e de amor para que a gente possa ser por outro. Se eu estiver feliz, vou ser a melhor mãe do mundo, a melhor filha e a melhor artista.”

Zezé Di Camargo e Wanessa (Foto: Divulgação)

Zezé Di Camargo e Wanessa (Foto: Divulgação)

RELAÇÃO MAIS HUMANIZADA
Wanessa conta que sempre viu uma referência profissional  e pessoal no pai. A cantora, que começou a seguir os passos artísticos do sertanejo ainda adolescente, diz que o amadurecimento alcançado aos 39 anos fez com que ela não só humanizasse e entendesse as falhas do pai, antes colocado em um pedestal, como aceitasse suas próprias fragilidades. O projeto musical, que os dois estão trabalhando no momento, reflete bem esse momento atual da família.

“Esse álbum é a realização de um sonho. É muito legal ter o seu pai, seu maior ídolo, seu tudo, ali com você, trocando de igual para igual. Cada um veio com suas ideias, mas trazendo músicas que tivessem um pouco em comum nas nossas identidades. Poder passar mais tempo com ele foi muito bom. Nunca na minha vida estive tanto ao lado do meu pai. Começou por conta da pandemia. Agora gente não consegue ficar uma semana sem se falar”, conta ela, que escreveu a canção Isso é o Amor, ao lado de Paula Mattos Bibi Oliveira, especialmente para ele.

“Nunca na minha vida estive tanto ao lado do meu pai. Agora gente não consegue ficar uma semana sem se falar”

Wanessa sobre Zezé

“Percebi o quanto o tempo trouxe mudança na relação com o meu pai. Meu pai sempre foi para mim um ser muito forte. Quando fiz essa música, queria que falasse ao coração dele, que ele gostasse e fiquei ansiosa para mostrá-la. Eu queria falar com ela que estava tudo bem se ele chorasse, fosse vulnerável, caísse… Muitas vezes, por eu ver ele tão forte, me cobrava ser tão forte quanto. Com o amadurecimento, percebi que meu pai sente dores e também tem seus desafios. Humanizou mais o meu pai e permitiu com que aceitasse as minhas próprias vulnerabilidades. Eu também posso ter as minhas. Não preciso alcançar a perfeição, a qual sempre vi nele. Até porque é uma mentira. Somos imperfeitos e o amor é isso, aceitar sem precisar transformar. Tudo começa o autoconhecimento e o se permitir ser para poder acolher o outro.”

 Wanessa (Foto: Divulgação)

Wanessa (Foto: Divulgação)

Salvar

Zezé, que além de se aproximar mais da filha durante o projeto, foi essencial para apoiá-la durante crises de ansiedade que sofreu recentemente, diz que a honestidade e respeito sempre pautaram a relação que ele tem com os filhos, Wanessa, Camilla Camargo e Igor Camargo, a atual mulher, Graciele Lacerda, e a ex-mulher, Zilu Godoi.

“Minha relação com Wanessa sempre foi muito boa. Tivemos divergências familiares naturais, mas nada que afetasse a nossa relação. O caráter estabelecido dentro da família foi sempre de honestidade, seja nas relações que eu tenho com a minha filha, minha atual mulher, minha ex-mulher, os outros filhos, genros e netos… Somos muito francos. Não existe mentira e falsidade. É o amor o tempo todo. Apesar de ter me separado da mãe deles e ter tido um transtorno, 90% provocado não pela gente, mas por sermos pessoas públicas, somos uma família feliz, que se gosta muito e se respeita muito”, explica ele.

Wanessa, que se alegra de poder sempre contar com o colo do pai, diz que hoje se sente mais forte também para saber que vai superar os momentos complicados. “A gente não consegue estar 100% o tempo inteiro e está tudo bem. Uma hora você vai conseguir se levantar sozinha. Já me levantei sozinha milhões de vezes. Tenho muita fé em mim.”

“Já me levantei sozinha milhões de vezes. Tenho muita fé em mim”

Wanessa
 Wanessa (Foto: Divulgação)

Wanessa (Foto: Divulgação)

Salvar

Wanessa, como foi gravar esse projeto com o seu pai?
Para mim foi sempre um sonho. Como artista, é uma honra gigantesca fazer um trabalho com esse ícone e grande nome da música brasileira. Meu pai, apesar de ter toda a experiência, é muito generoso. Ele se preocupou muito comigo e abriu o coração para que eu me sentisse parte do projeto também. A escolha do repertório foi feita a quatro mãos com a produção também do Alexandre Kassin e Felipe Duram.

Zezé, Wanessa começou na vida artística muito cedo, era uma menina, em entrevistas antigas você já disse que queria protegê-la. Quando passou a aceitar que ela era uma mulher e profissional madura adulta, que podia voar sozinha?
Ela começou a cantar com 15 anos e me surpreendeu. Vi que ali tinha uma cantora de verdade. Ela já nasceu afinada, mas lapidou ainda mais. Quando ela me disse que queria ser cantora, lógico que falei, “se prepare, as pessoas vão cobrar de você, vai ter gente falando que você só está gravando porque é a minha filha e achar que por ser filha minha foi fácil”. Não foi nada fácil. Quando você é filho de alguém que faz a mesma arte é mais cobrado. Claro que a gente facilita alguns caminhos, mas a pessoa tem que ter qualidade para se estabelecer. Queria protegê-la. Quando alguém faz um comentário sobre a capacidade do filho, isso é a pior coisa. A gente deu um tempo, ela ganhou vários discos de ouro, platina, fez hits, influenciou uma geração. Hoje ela está estabelecida na história musical dela. Se ela faz mais sucesso agora ou menos do que anos atrás, isso é uma questão lógica da carreira artística de qualquer um, mas ela está estabelecida, assim como a história que ela construiu. O disco veio em um momento muito bom. Não vai passar para as pessoas ideia dela estar gravando com o pai para fazer sucesso ou porque não canta legal. Ao contrário, hoje ela canta mais do que eu. Além disso, aprendo muito com ela, que vem me mostrar as coisas modernas, que a gente precisa se atualizar em relação ao mundo. Para a gente, tem coisas que são mais difíceis de entrar na cabeça e os filhos nos atualizam.

“Hoje ela canta mais do que eu. Aprendo muito com ela”

Zezé sobre Wanessa
Zezé Di Camargo (Foto: Divulgação)

Zezé Di Camargo (Foto: Divulgação)

Salvar

Wanessa, você diz que durante esse processo criativo se viu mais no seu pai. Em que sentido?
Eu já sabia que eu tinha coisas parecidas com o meu pai, assim como a minha mãe, mas sempre estou descobrindo coisas novas. Mas me surpreendi com o quanto somos parecidos profissionalmente ao que a minha forma de falar, de gravar e conduzir a equipe são muito parecidas com as dele. Talvez isso ocorra por eu ser uma eterna aprendiz do meu pai e ter visto sempre ele trabalhando, me moldei deste jeito. Aprendi a ter disciplina com ele, assim como a ter humildade e a trará as pessoas com carinho. Ainda tem coisas que eu preciso aprender. Eu sempre abria mão e cedia muito, muitas vezes me prejudicando por não saber dizer “não”. Não queria que as pessoas ficassem bravas comigo. E ele não é assim. Ele sempre foi uma pessoa de falar o “não” também e de ir apenas aos lugares em que se sentia respeitado. Neste processo novo, tenho aprendido muito com ele. Aprendido que para que as pessoas respeitem a minha história, tenho que me colocar em um lugar de respeito.

Zezé, dizem que duas pessoas de personalidade forte têm mais dificuldade em se relacionar que opostos. Sentiu isso com a Wanessa?
Com o filho, independente da personalidade, você vai sempre ceder, em qualquer circunstância. Claro que você não deve passar a mão na cabeça e ser conivente quando ele faz algo de errado, mas mesmo ele estado errado, você procura trazer a conversa para um lugar em que o dano seja o menor possível. O intuito é sempre protegê-lo. Minha relação com Wanessa sempre foi muito boa. Tivemos divergências familiares naturais, mas nada que afetasse a nossa relação. O caráter estabelecido dentro da família foi sempre de honestidade, seja nas relações que eu tenho com a minha filha, minha atual mulher, minha ex-mulher, os outros filhos, genros e netos… Somos muito francos. Não existe mentira e falsidade. É o amor o tempo todo. Apesar de ter me separado da mãe deles e ter tido um transtorno, 90% provocado não pela gente, mas por sermos pessoas públicas, somos uma família feliz, que se gosta muito e se respeita muito.

Fonte: bnews.com.br

OUTRAS NOTÍCIAS