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Jornalistas, ativistas e chefes de Estado foram alvos de sistema de espionagem, revela investigação

Jornalistas, ativistas e chefes de Estado foram alvos de sistema de espionagem, revela investigação

Jornalistas, empresários, defensores de direitos humanos, líderes religiosos e políticos de dezenas de países foram alvo de espionagem por meio de um programa desenvolvido por uma empresa de Israel que infecta celulares, revela uma investigação conduzida por 17 meios de comunicação ao redor do mundo e publicada neste domingo.

O uso do software, chamado Pegasus e desenvolvido pelo grupo NSO, de Israel, foi relatado em reportagens de vários veículos de comunicação mundiais, incluindo “The Washington Post”, “The Guardian” e “Le Monde”, que colaboraram na investigação de um vazamento de informações. Trata-se do vazamento de uma lista de até 50.000 números de telefone que acredita-se terem sido identificados como pertencentes a pessoas de interesse por clientes da NSO desde 2016, segundo os relatórios.

O Washington Post informou que também há números de chefes de Estado e governo, membros de famílias reais árabes, diplomatas e políticos, bem como ativistas e executivos de empresas. A lista não identifica os clientes do NSO, mas os relatórios indicam que muitos deles estavam concentrados em 10 países: Azerbaijão, Barein, Hungria, Índia, Cazaquistão, México, Marrocos, Ruanda, Arábia Saudita e Emirados Árabes.

Após infectar iPhones e celulares Android, o equipamento — que inclui um software e um hardware — permite que seus operadores secretamente tenham acesso a mensagens, fotos e e-mails, escutem chamadas e ativem microfones e câmeras.

Segundo o Guardian, a investigação sugere um “abuso generalizado e contínuo” do Pegasus, que, segundo o NSO, tem como objetivo o uso contra criminosos e terroristas. A Anistia Internacional e a Forbidden Stories, organização de mídia sem fins lucrativos com sede em Paris, inicialmente tiveram acesso ao vazamento, e o compartilharam com a imprensa.

O NSO, líder da indústria de softwares espiões privados, em grande parte não regulada, já se viu comprometida com a polícia por abusar de seus programas de informática. O grupo considerou as acusações exageradas e infundadas, de acordo com o Washington Post, embora não tenha confirmado a identidade de seus clientes.

Em maio, uma reportagem do portal UOL denunciou que o filho do presidente Jair Bolsonaro e vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), buscou intervir em um edital federal, de modo a promover a aquisição do serviço. Segundo o veículo, após a denúncia, a empresa israelense deixou o edital. Em 2015, surgiram indícios de que o equipamento já foi utilizado no Brasil, mas o país não figura nas reportagens publicadas neste domingo.

Informações: Bnews

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