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Dúvidas: Caso da menina que desapareceu em Feira de Santana aos 7 anos

Dúvidas: Caso da menina que desapareceu em Feira de Santana aos 7 anos

A polícia acredita que Gabrielly está morta. A sua mãe, não. Jeisa Gomes, 36 anos, sente que a sua filha do meio está viva, em algum lugar, mas viva. A pequena desapareceu aos sete anos, em janeiro de 2017, enquanto brincava na porta da casa da avó materna, no bairro da Gabriela, em Feira de Santana, no centro-norte baiano.

O desaparecimento mobilizou uma cidade inteira. Todos queriam saber quem teria levado a menina e por qual motivo. De acordo com a mãe, Gabrielly estava na companhia de outras garotas da sua idade, mas no meio da brincadeira, suas amigas decidiram ir para casa. Ela continuou no mesmo lugar, sozinha. A avó que estava dentro da residência nada viu, tampouco escutou. Quando se deu conta, a neta já não estava mais no lugar onde foi vista pela última vez. Na calçada, apenas seu par de sandálias e os brinquedos. 

A mãe que trabalhava como babá foi avisada do desaparecimento de Gabrielly pelo filho mais velho. Ninguém na família tinha uma explicação para o sumiço da garota, que sempre foi instruída pela genitora a jamais aceitar ofertas de estranhos. Logo o caso foi registrado em uma delegacia e as buscas tiveram início. 

Antes do sumiço, vizinhos já haviam desconfiado de um motorista “de atitude suspeita”, que foi visto circulando nas proximidades da casa da avó da menina. A placa do veículo onde ele estava foi anotada e os policiais o chamaram para prestar depoimento. O homem, que então era considerado o principal suspeito, foi descartado das investigações da 1ª Coordenadoria de Polícia Civil de Feira de Santana após o carro ser periciado.

Um mês depois, o caso teve uma reviravolta. Um crânio encontrado a cerca de 5 km de onde a pequena desapareceu levantou a suspeita dos investigadores. Gabrielly poderia ter sido morta. Os materiais genéticos de Jeisa e do crânio foram coletados e comparados pela polícia científica. O anúncio do resultado foi feito durante uma coletiva de imprensa. Para as autoridades não restavam mais dúvidas de que a caixa óssea era da menina. 

“O laudo do setor de genética já veio informando que 100% de certeza são compatíveis com material genético da mãe […] Foi um delito de difícil elucidação, foram meses de investigação”, discursou o coordenador regional da Polícia Civil, João Uzzum, à imprensa feirense. 

O resultado nunca foi aceito pela família. A mãe afirma que o pai da garota, que ficou responsável pelos trâmites do sepultamento, não se deu conta de que a dentição do crânio estava completa. Gabrielly, por sua vez, estava no processo de troca de dentição, portanto, não possuía dois dos seus dentes superiores. Ao se dar conta de tal fato, o pai foi à Justiça solicitar a exumação, pedido que foi negado três vezes. 

 

desaparecida
Garota desapareceu em janeiro de 2017 na porta da casa da avó (Foto: Divulgação)

 

Esperanças

Mas não é só isso que nutre as esperanças de Jeisa. Antes do resultado do exame, um caminhoneiro afirmou ter visto a menina na companhia de um casal na cidade de Oeiras, no interior do Piauí. Na época, ele relatou aos familiares de Gabrielly que ela estava em um carro, ao lado de uma mulher branca e um homem moreno. A suspeita teria sido ríspida com a garota após ela pedir para sair do veículo. 

“Ele percebeu que ali tinha algo de errado, que aquele casal não era parente da criança. O caminhoneiro parou uma viatura mais à frente e contou sobre a situação, mas ele seguiu viagem, não sabe o que aconteceu. Até um sinal que ela tinha na boca, ele conseguiu descrever”, conta Jeisa. 

O homem chegou a prestar depoimento sobre o suposto casal e contribuiu para a produção de um retrato falado, mas nada foi capaz de ajudar a desvendar o sumiço da pequena, ou a sua morte, como acredita a polícia. Depois da possível pista dada pelo caminhoneiro, outras informações chegaram à família. Populares diziam ter visto a menina em bairros de Salvador, como Trobogy e Colinas de Pituaçu. O caso foi dado como encerrado, sem que ninguém tenha sido preso.

Agora, Jeisa passa os dias compartilhando a foto da filha em grupos do Facebook na esperança de que alguma informação surja e que sua angústia tenha um fim. “O delegado me chamou naquela sala para dizer que o resultado do exame tinha dado positivo, eu disse que aquele papel não significava nada, que minha filha não estava morta. Não é que eu não aceite, mas é o que o meu coração diz”, desabafa a mãe.

 

Fonte: bnews.com.br

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