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Brasil precisaria de 15 dias de “lockdown forte”, diz epidemiologista

Brasil precisaria de 15 dias de “lockdown forte”, diz epidemiologista

Brasil precisaria de, pelo menos, mais 15 dias de “um lockdown forte” para a curva de transmissão do coronavírus entrar em rota descendente segura. A avaliação é do epidemiologista Pedro Curi Hallal, em entrevista ao jornal Valor. A opinião do médico, que é reitor da Universidade Federal de Pelotas, vai em movimento contrário ao que ocorre agora – de flexibilização social nas cidades, principalmente nas maiores do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

“Rapidamente o Brasil entraria no mesmo patamar de outros, como Alemanha, Itália, Espanha e até os EUA, onde os números estão decaindo dia a dia já faz algum tempo”, estima o cientista, reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e coordenador do primeiro grande estudo nacional sobre a propagação da covid-19 no país, patrocinado pelo Ministério da Saúde.

Segundo ele, em números absolutos, o Brasil aparece destacado em todos os indicadores da pandemia, tanto negativos quanto positivos. “É o segundo país com mais mortes, segundo país com mais casos agora. E deve ser o segundo país com mais recuperados, porque a intensidade do vírus não é tão diferente de país para país. O que é diferente é a capacidade de transmissão do vírus ou o percentual da população afetada. E o Brasil é um país grande, assim como os Estados Unidos.”

Hallal recomendou cuidado ao se analisar o número absoluto. “Ele sempre nos traz uma informação que tem que ser bem compreendida. Agora, quando a gente relativiza para o tamanho da população, o resultado brasileiro, por exemplo, é muito pior que o da Argentina, que tem muito mais recuperados. Não em número absoluto, é óbvio, pois o Brasil tem muito mais gente, mas percentualmente”.

Ele citou que Coreia, Japão e Nova Zelândia, por exemplo, recuperam-se melhor que o Brasil. “Por outro lado, a Suécia está indo muito pior que a gente. Então o Brasil está num grupo intermediário que, infelizmente, pela aceleração (na alta de casos e óbitos), está indo rapidamente para a frente, e o que precisamos é desacelerar.”

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