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Vídeo mostra faxineira fugindo de apartamento de advogado após ser estuprada

Vídeo mostra faxineira fugindo de apartamento de advogado após ser estuprada

Imagens das câmeras de segurança registraram a movimentação da faxineira, vítima de estupro, na sacada do apartamento de onde ela pulou, na Zona Leste de Teresina, para escapar do agressor. O suspeito do crime é o advogado Jefferson Moura Costa, preso em flagrante no dia 14 de julho.

A vítima passou por testes feitos no Serviço de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS) que confirmaram o crime.

Nos vídeos é possível ver o momento em que a vítima chegou acompanhada do advogado no condomínio. Eles caminharam no estacionamento e entraram pela porta de acesso às escadas.

Horas depois, a faxineira apareceu por diversas vezes na varanda do apartamento olhando para baixo. A câmera não registrou o momento em que a vítima pulou da sacada para o estacionamento. Na imagem seguinte, a mulher apareceu correndo no hall do condomínio, chegando a esbarrar em um morador e fugindo para pedir ajuda.

Em contato com o G1, a defesa de Jefferson Moura Costa disse que vai se manifestar apenas após a conclusão da investigação.

Vídeos confirmam versão da vítima

Vídeo mostra faxineira antes de pular de sacada após ser estuprada em apartamento no Piauí — Foto: Reprodução

Vídeo mostra faxineira antes de pular de sacada após ser estuprada em apartamento no Piauí — Foto: Reprodução

Ao G1, da delegada Vilma Alves, coordenadora da Delegacia de Atendimento à Mulher, destacou que os vídeos confirmaram a versão prestada pela faxineira durante depoimento. A vítima disse ter sido chamada pelo advogado para fazer uma faxina em seu apartamento, mas foi surpreendida pelo suspeito que a agarrou e a estuprou.

Segundo a vítima, o advogado ameaçou matá-la com um tiro de arma de fogo. Depois do estupro, o homem teria sentado em um sofá e começado a ler um livro. Foi quando ela procurou uma forma de fugir.

Fingindo estar fazendo a faxina, a vítima percebeu que poderia fugir pela janela, decidiu pular da sacada do apartamento e pediu ajuda em um prédio próximo. Um morador acionou a polícia.

Ainda de acordo com o documento da polícia, ao chegarem ao prédio onde o advogado mora, os policiais militares o flagraram com outra mulher, que também era faxineira.

Além da diarista, outras quatro mulheres denunciaram terem sido vítimas do advogado. Na sexta-feira (16), Jefferson Moura Costa foi transferido para a Penitenciária Irmão Guido após ter a prisão preventiva decretada. A defesa do advogado não foi encontrada para comentar o caso.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Piauí, decidiu pela suspensão do registro de Jefferson Moura Costa. Depois do ocorrido, a entidade abriu um processo disciplinar, através do Tribunal de Ética e Disciplina, para investigar a conduta do suspeito.

Advogado responde por homicídio

Advogado Jefferson Moura Costa foi preso suspeito de estuprar uma faxineira, em Teresina. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Advogado Jefferson Moura Costa foi preso suspeito de estuprar uma faxineira, em Teresina. — Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado Jefferson Moura Costa, responde pelo homicídio do cabo do Exército Arione de Moura Lima, ocorrido em abril de 2010, no município de Picos, Sul do Piauí.

De acordo com o processo, na noite do dia 25 de abril de 2010, o advogado atirou no peito da vítima, que estava na calçada de casa, no bairro Paraibinha (Cohab). Jefferson chegou a ser preso após o crime, mas acabou sendo colocado em liberdade e, 11 anos depois, o caso ainda não foi julgado.

O acusado estava respondendo em liberdade quando, em novembro de 2014, a Justiça avaliou um pedido de prisão preventiva do Ministério Público. No pedido, o MP afirmava que após ser solto o réu havia se envolvido em um acidente automobilístico na Bahia, que resultou na morte de duas pessoas.

O órgão disse ainda que o advogado foi preso em flagrante em Teresina por corrupção ativa, desacato e porte ilegal de arma de fogo. O MP acreditava que caso continuasse em liberdade o acusado poderia comprometer a ordem pública. O pedido foi negado pelo juiz Nilcimar R. De A. Carvalho, da 5ª Vara da Comarca de Picos.

Informações: Alagoas 24H

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