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Vice da CLDF pede investigação de livro anti-Bolsonaro e super-ricos

Vice da CLDF pede investigação de livro anti-Bolsonaro e super-ricos

O vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Rodrigo Delmasso (Republicanos), entrou com uma representação na Procuradoria-Geral do DF (PGDF) para que o governo investigue o livro distribuído dentro de uma escola de Brasília com conteúdo anti-Bolsonaro e que ataca super-ricos.

Além de pedir investigação sobre o livro chamado Tributar os Super-Ricos, Delmasso solicitou a retirada da cartilha de circulação. A PGDF é o órgão responsável pelas ações jurídicas do Governo do DF.

O livro que coloca super-ricos como vilões da desigualdade social e defende a tributação desse grupo causou alvoroço nas redes sociais ao ser apresentado por um professor de sociologia a alunos do Centro de Ensino Médio da Asa Norte (Cean), na 607 Norte. O livro é um compilado de histórias em quadrinhos de uma personagem chamada Niara.

 

A cartilha tem, ao todo, 53 desenhos que abordam, em sua maior parte, o tema da cobrança de impostos no Brasil. Críticas ao racismo, ditadura e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), frequentemente chamado de “Bozo”, também são recorrentes.

Segundo Delmasso, a entrega do material em uma escola pública “vai contra o Regimento da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, que no artigo 304, estabelece que é vedado ao professor fazer apologia à política partidária no interior da unidade escolar”.

“Percebe-se que se trata de uma história completamente inapropriada, que vai contra as regras das escolas públicas do Distrito Federal, além de nada acrescentar aos alunos”, disse.

Mais reclamações

Além de Delmasso, os deputados distritais Júlia Lucy (União Brasil) e Robério Negreiros (PSD) criticaram o material. Robério acionou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para tomada de providências sobre o caso.

A Secretaria de Educação do DF disse que a cartilha foi distribuída por um professor de sociologia, “sem o conhecimento da direção da escola, da Coordenação Regional de Ensino nem da Subsecretaria de Ensino Básico”.

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