Vereador Emerson Minho sai em defesa dos vigilantes referente ao caso de importunação sexual no SAC; advogado da suposta vítima rebate

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Na manhã desta terça feira, 29, um dos assuntos levados em pauta na Câmara Municipal de Feira de Santana foi o caso cabeleireira Taises Gleizes Ferreira de Jesus, de 35 anos, que acusou um segurança de importunação sexual na manhã de ontem, 28.

O vereador Emerson Minho relatou o caso e informou que a conduta do vigilante não é compatível com o que foi dito pela mulher.

“Essa mulher deu um tapa no segurança e quando seu colega tentou intervir ela o chutou a qual levaram para delegacia. Chegando no local, ela ficou calma e foi instruida certamente por um advogado e falou que estava sendo importunada sexualmente”, disse o vereador.

Na Tribuna da Câmara, ele disse ainda que o segurança foi colega de trabalho dele no SAC.

“Esse rapaz que foi acusado trabalha 16 anos no SAC e tem um filho especial. Imagina se ele fosse levado o flagrante e descesse para o presídio por um ato que todos viram que ele não cometeu. Será que ele seria louco de estar em uma situação dessa com tantos anos de trabalho?”, lamentou Emerson

Segundo informações, cerca de dez testemunhas estiveram na DEAM para prestar depoimento a favor do segurança, sendo duas usuárias do órgão que estavam presentes durante o ocorrido.

Procuramos o advogado da suposta vítima, Bender Nascimento para falar sobre as declarações de Emerson Minho e ele afirmou que recebeu as falas do edil com surpresa.

Leia na íntegra:

Em que pese a fala do ilustre vereador , de que este advogado tenho orientado a suposta vítima. Recebo com muita surpresa. Primeiro por que as declarações da suposta vítima passaram pelo crivo de duas Delegadas de Polícia. A primeira Delegada da Central de Flagrante entendeu que poderia ter havido crime sexual e solicitou que a situação fosse encaminhada para a DEAM. Ao chegar na Deam e zelosa delegada entendeu que poderia sim ter havido um crime sexual antes da suposta agressão. Mas como não haviam imagens, decidiu por não autuar em flagrante o conduzido e suposto autor da importunação. Em relação de que a palavra da vítima, nesse tipo de crime, tem valor probante muito forte. Isso não é um querer deste advogado. Isto é decorrência da lei e do entendimento da justiça. Porém , essa prova forte que é a palavra da vítima, da mulher tem presunção relativa de veracidade. Ou seja, durante o devido processo legal. Poderá se verificar o contrário. Neste caso em específico. Se a suposta vitima estiver falseando a verdade, terá o rigores da lei. De outro lado, se estiver falando a verdade, ou seja, acolhida pela lei e o advogado não defende o crime. Seja crime de importunação, seja crime de falsa acusação. O mais sensato é o SAC apresentar as imagens que foram solicitadas pela zelosa Delegada e espancar dúvidas. Seja de um lado , seja de outro”.

O espaço segue aberto para os supostos acusados.

Veja o vídeo da sessão na Câmara de Vereadores de Feira de Santana na íntegra;

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