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Vendedores de peixes enfrentam prejuízos e garantem que pescados são comprados fora da Bahia

Vendedores de peixes enfrentam prejuízos e garantem que pescados são comprados fora da Bahia

Desde que as misteriosas manchas de óleo começaram a atingir as praias da Bahia, soteropolitanos estão com medo de consumir frutos do mar e os comerciantes que vendem peixes na Avenida Jequitaia, no bairro da Calçada, estão preocupados por conta do prejuízo pela diminuição das vendas.

A comerciante Cheila Queiroz, que vende peixe no local, contou ao BNews que até donos de restaurantes estão assustados e cancelaram as encomendas.

“As pessoas estão com medo. Tenho uma amiga que queria levar a mãe para comer uma moqueca, no aniversário, mas a mãe não quis de jeito nenhum”, disse.

Segundo ela, o que pouca gente sabe é que a maioria dos pescados, como camarão, peixes e polvos, que são comercializados em Salvador, vêm de fora da Bahia.

“Não temos essa produção de peixe tão grande na Bahia. A pesca no Estado acontece mais no extremo sul. Nossos peixes são comprados no Pará, Santa Catarina, Espírito Santo, Ceará e litoral do Rio de Janeiro”, destacou.

Notas fiscais da compra dos pescados comprova que são vindos de outros estados.

Segundo ela, a corvina, peixe mais consumido em Salvador, e a tainha, vêm de municípios como Balneário Piçarras e Itajubá, em Santa Catarina.

“Os pescados chegam sempre às terças-feiras, com descarga dos caminhões no horário entre meia noite e 5h”, ressaltou.

Ainda de acordo com os vendedores, peixes como vermelho, pescada amarela, pescada branca, beijupirá, robalo, olho de boi, caçonete, cavala e garoupa, são comprados no Pará. Já o atum, arraia, dourado, cabeçudo, xaréu, guaricema, guriiuba e aracanguira vêm do Espírito Santo. Peixes como sardinha e anchova também são adquiridos no litoral do Rio de Janeiro.

Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (16) pela Bahia Pesca mostrou que 13.375 pescadores e marisqueiras que atuam na Bahia foram prejudicados pelas manchas de óleo. Todo pescado foi recolhido pelo órgão, para análise da Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental, que determinará se é próprio para consumo ou se está contaminado.

Fonte: BNews

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