Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on google
Share on email
Share on linkedin

Tribunal de Justiça absolve novamente empresario em caso de estupro da promotora de eventos Mari Ferrer

Tribunal de Justiça absolve novamente empresario em caso de estupro da promotora de eventos Mari Ferrer

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve a absolvição de André de Camargo Aranha, acusado pelo Ministério Público Federal de estuprar a promotora de eventos Mariana Ferrer, nesta quinta-feira (7), em Florianópolis.

A defesa da jovem de 25 anos ainda pode recorrer da decisão nas instâncias superiores, em Brasília, no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão foi unânime entre os desembargadores Ana Lia Carneiro, Ariovaldo da Silva e Paulo Sartorato. Antes, em setembro de 2020, Aranha, que tem 44 anos, já havia sido absolvido em primeira instância pelo juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis.

O nome do empresário surgiu após investigações da Polícia Civil e do Ministério Público Federal, que apresentaram, então, a denúncia em relação ao caso. Os órgãos acusam Aranha de ter dopado e estuprado Ferrer em uma festa na casa de shows Café de La Musique de Florianópolis (SC) em 2018, quando ela ainda tinha 21 anos.

Twitter resgata caso Mari Ferrer e pergunta: 'O que aconteceu?'

Durante as investigações, provas periciais confirmaram a presença de sêmen do empresário na calcinha e que o hímen de Ferrer havia sido rompido. Testemunhas que foram ouvidas também confirmaram que a vítima estava visivelmente em situação de vulnerabilidade. Além disso, imagens de uma das câmeras do local mostram Ferrer e Aranha saindo juntos de um banheiro.

Nesta quarta-feira (6), Mariana postou em suas redes sociais fotos de laudos psicossociais que indicam quadro depressivo, síndrome do pânico, transtorno de estresse pós-traumático, fobia social e privação de sono.

Antes do julgamento, o advogado de Aranha, Cláudio Gastão da Rosa Filho, demonstrou ter certeza da manutenção da absolvição. “Uma coisa é o tribunal midiático, outra é um julgamento técnico, conduzido por magistrados sérios”, afirmou à Folha de S. Paulo.

Rosa Filho é o mesmo advogado que aparece na gravação de uma audiência virtual realizada, em setembro de 2020, ainda durante o julgamento em primeira instância. Em alguns trechos, Filho expõe fotos sensuais de Ferrer, questiona sua integridade moral, afirma que na ocasião da denúncia ela estava há sete meses sem pagar o aluguel de sua moradia e que “jamais teria uma filha” do “nível” de Ferrer.

Gastão da Rosa Filho chega a se dirigir à jovem, que está aos prantos, e diz: “Não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo”. Tudo isso feito na presença do juiz Rudson Marcos e do promotor Thiago Carriço de Oliveira.

Informações: Brasil de Fato

OUTRAS NOTÍCIAS