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“Transtorno afetivo bipolar em fase maníaca psicótica”; Mulher que teve relação sexual com mendigo sofreu alucinações e delírios, diz laudo médico; Pai registrou queixa contra sem-teto após fala

“Transtorno afetivo bipolar em fase maníaca psicótica”; Mulher que teve relação sexual com mendigo sofreu alucinações e delírios, diz laudo médico; Pai registrou queixa contra sem-teto após fala

Os médicos responsáveis pelo tratamento da mulher de 33 anos que manteve relação sexual com o morador de rua Givaldo Alves deram detalhes sobre o “transtorno afetivo bipolar em fase maníaca psicótica”, que acomete a paciente. Na Classificação Internacional de Doenças (CID), foi apontado o código F31.2 CID-10 para especificar o quadro clínico.

Entre as características apresentadas pela mulher, o terapeuta aponta “alucinações auditivas, delírios grandiosos e de temática religiosa, hipertimia, falso reconhecimento, comportamentos desorganizados e por vezes inadequados”.

O documento cita exemplos de quais seriam os tais comportamentos impróprios da paciente. São eles: “Gastos excessivos, doação de seus pertences, resistência em se vestir e hiperreligiosidade”. Na quinta-feira (24), a Justiça pediu laudo sobre a saúde da mulher que manteve relação sexual com homem em situação de rua.

A requisição do relatório serve para justificar a nomeação de outra pessoa para representar a mulher no processo judicial que corre sobre o caso. Assim, o psiquiatra afirma que ela “não é capaz de responder por si, tampouco de exercer vários atos da vida civil; em especial o de assinar documentos e procurações, assim como de celebrar contratos ou contratar serviços de qualquer natureza”.

“Na avaliação clínica de hoje [15 de março], percebemos quadro de taquipsiquismo com hipervigilia, hipertimia, comprometimento da crítica e conteúdo delirante, traduzindo-se em prejuízo do discernimento, de sua autonomia e autodeterminação, motivo pelo qual se optou pelo regime de internação involuntária”, pontuou o profissional de saúde.

O sem-teto Givaldo Alves e o personal trainer Eduardo Alves e

Após dar detalhes do ato sexual em entrevistas ao Metrópoles e outros veículos jornalísticos, o sem-teto Givaldo Alves deve ter problemas na Justiça. O pai da mulher registrou ocorrência policial nesta sexta-feira (25/3), contra o morador de rua pelo crime de difamação.

A ocorrência foi registrada na 16ª DP, em Brasília, e, de acordo com a advogada Auricélia Vieira, que está à frente do caso, a Polícia Civil ainda estuda quais providências serão tomadas.

O morador de rua Givaldo Alves falou pela primeira vez sobre o caso em entrevista ao Metrópoles, na última quinta-feira (24/3). Na conversa, ele detalhou todo o ato sexual e em mais de uma ocasião enfatizou sobre os “prazeres” provocados pela relação. Na maior parte do relato, o veículo censurou as falas.

Givaldo também concedeu entrevista à TV Bandeirantes, que, por falha interna, teve as imagens vazadas na internet na manhã desta sexta-feira (25/3). Segundo a emissora, o corte vazou de seu sistema interno, de forma ilegal e mal intencionada, e para isso foi aberta uma investigação interna para averiguar o caso. No trecho vazado, o morador de rua fala ao jornalista sobre obscenidades que teria dito à mulher.

O personal trainer Eduardo Alves, marido da mulher que fez sexo com o sem-teto e que agrediu o morador de rua, afirmou, em entrevista exclusiva à coluna LeoDias, que mesmo após a situação seu casamento continuava, pois a mulher não o teria traído de forma intencional uma vez que estava em um “surto”.

O morador de rua, por sua vez, afirmou ao Metrópoles que a mulher o procurou: ““Eu andava pela rua e ouvi um grito: ‘Moço, moço’. Olhei para trás e só tinha eu. E ela confirmou comigo dizendo: ‘Quer namorar comigo?’.”

Reprodução Vídeo Metropoles

Em nota oficial, a advogada do personal trainer Eduardo Alves, marido de Sandra Mara, repudiou as declarações do sem-teto Givaldo Alves em entrevista a veículos jornalísticos durante os últimos dias. No documento, ela reforça que as palavras usadas ao relatar o acontecimento foram “desrespeitosas e ofensivas”.

Na tarde desta sexta-feira, (25), o pai de Sandra Mara registrou ocorrência policial na 16 Delegacia de Policia em Brasília, contra o sem-teto pelo crime de difamação após as falas obscenas relacionadas à sua filha.

A advogada Auricélia Vieira, que está à frente do caso, procura junto a polícia civil quais providências serão tomadas.

Leia a nota na íntegra:

“Em resposta ao clamor midiático dado às palavras desrespeitosas e ofensivas do Sr. Givaldo Alves de Souza, em entrevistas concedidas a canais de TV aberta e jornais de grande circulação nos meios impressos e online, a família e as advogadas de Sandra Mara Fernandes expressam total repúdio a todas essas manifestações que vilipendiam a reputação e honra dessa vítima frente à sociedade.

Como medida necessária à assegurar a proteção de Sandra Mara Fernandes foram adotadas as medidas cabíveis junto à Polícia Civil do Distrito Federal, para apuração da conduta delitiva em curso e disseminada nos meios de comunicação, objetivando a representação do responsável pela prática destes atos junto ao Poder Judiciário.

Testificamos que a Sandra Mara Fernandes se mantém internada em estabelecimento hospitalar psiquiátrico da rede pública de saúde, no qual é mantido tratamento médico intenso com objetivo de restabelecimento da sua saúde física e mental.

Dada a situação de incapacidade atestada por profissionais da saúde, e observados os impactos dessas informações disseminadas de forma irresponsável nos meios de comunicação, faz-se necessário ressaltar a responsabilidade do Estado e da Sociedade na proteção dessa mulher, motivo pelo qual solicitamos que os usuários das mídias sociais parem de compartilhar vídeos que expõem e denigrem de forma ultrajante não apenas essa vítima, mas todas as mulheres, que passam a ser retratadas como um objeto sexualizado e sem valor.

Ratificamos que a investigação criminal segue sob o sigilo e nos reservaremos ao pronunciamento perante as autoridades legalmente constituídas, as quais detém competência para analisar as circunstâncias do caso e de determinar providências para salvaguardar os direitos da pessoa em situação de incapacidade”.

Informações: BNews / Metrópoles

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