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Torcida do Vitória protesta e vive dia de fúria no Barradão durante jogo contra Grêmio

Torcida do Vitória protesta e vive dia de fúria no Barradão durante jogo contra Grêmio

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O local que era para ser um ambiente de euforia e apoio se transformou em um espaço de críticas e pressão para o elenco do Vitória. Pior mandante do Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro seguiu seu calvário na noite desta quarta-feira, quando foi derrotado pelo Grêmio por 3 a 1 e manteve a incômoda penúltima posição no Campeonato Brasileiro. Com o rendimento e o péssimo resultado, os jogadores viram e ouviram de dentro do campo a pior resposta possível vinda da arquibancada.

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Antes mesmo do início do jogo, já era possível perceber o ambiente de pressão que se instalou no Vitória. Do lado de fora do Barradão, um grupo recolhia assinaturas para que que seja realizada eleição direta para o comando do clube. Mal sabiam eles que, ao final do jogo, o presidente do clube, Ivã de Almeida, iria se afastar do cargo.

Dentro do estádio, no gramado, cada erro de passe, finalização errada, desarme equivocado era motivo de vaias e gritos ofensivos da torcida. Principalmente se eles viessem dos jogadores mais criticados nas últimas partidas: Renê Santos, Geferson, Cleiton Xavier… Pior ainda quando esses erros resultavam em gols do adversário.

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O técnico Alexandre Gallo e o diretor de futebol, Dejan Petkovic, também não escaparam das críticas. Nem perto disso. O treinador, inclusive, não só teve que ouvir “adeus, Gallo, adeus Gallo” vez ou outra, como também foi vaiado em algumas substituições.

Mas, entre todas as críticas, ninguém foi maior alvo da fúria da torcida que o então presidente Ivã de Almeida. O primeiro tempo não havia nem acabado quando os torcedores gritavam, dentre outras coisas “Ivã, vá se f…, o meu Vitória não precisa de você”. Algo que se repetiu no segundo tempo e ao fim do jogo.

Quando não reagiram com gritos, alguns torcedores optaram por deixar o Barradão mais cedo ou pelo silêncio. Perto do final do segundo tempo, quando a partida já estava em 3 a 1, a torcida se calou. Não xingou ou vaiou. Apenas observou o que acontecia.

O anúncio do público total do jogo foi um dos momentos emblemáticos do jogo. Quando o sistema de som do estádio anunciou o público de 5.541 pessoas, um torcedor falou para o amigo que estava ao lado:

– Tudo isso?

O outro respondeu:

– Pois é. Contra a Chapecoense [próximo jogo do Vitória] não vai dar nem isso.

Com a forte pressão da torcida e a mudança de comando no clube, o presidente do Conselho Deliberativo do Vitória, Paulo Catharino, falou em união no seu pronunciamento após a partida. Ponto fundamental, mas que o jogo desta quarta mostrou que não será fácil para alcançar.

|G1

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