Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on linkedin

SSP apura possível omissão de delegado após suspeitos serem soltos com joias

SSP apura possível omissão de delegado após suspeitos serem soltos com joias

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apura se houve omissão durante a ocorrência envolvendo três homens que foram pegos pela polícia, na tarde de sábado (23), em Salvador, com joias e relógios supostamente roubados. Após serem conduzidos pelos agentes para uma delegacia, todos foram soltos. Os objetos também foram devolvidos, embora nenhum deles soubessem dizer sobre a origem dos artigos de luxo.

Em nota enviada ao BNews, o secretário da pasta afirma que o caso será apurado pela Corregedoria da Polícia Militar. “Se ficar comprovada alguma irregularidade, tomaremos as providências legais”, declarou Ricardo Mandarino.

No sábado, a Polícia Militar (PM) confirmou à redação a prisão dos suspeitos. Os agentes chegaram até eles após denúncia recebida pelo Centro Integrado de Comunicação (CICOM). A reportagem apurou que uma provável vítima dos homens acionou a polícia, afirmando que estava sendo seguida pelo trio nas imediações do Alphaville. No entanto, apesar de rondas feitas pela guarnição na região, os suspeitos não foram localizados.

Após serem novamente acionados, os PMs descobriram que o carro do grupo, modelo Nissan Kicks e de cor preta, foi localizado no estacionamento do shopping. No local, a equipe policial aguardou estrategicamente o trio retornar ao veículo.

Quando os suspeitos retornaram, alguns deles começaram a trocar de roupas no carro, momento em que foram abordados. No veículo, embaixo do tapete do carona, os agentes encontraram e apreenderam três relógios (dois Rolex e um Cartier), uma aliança, três correntes e uma pulseira, todos de ouro.

Ainda conforme apurado pelo BNews, quando questionados sobre a origem das joias, os suspeitos não souberam responder. Os PMs encaminharam o trio e os materiais apreendidos para a Central de Flagrantes. Na unidade, um delegado verificou que no sistema não havia mandados de prisão em aberto.

Entretanto, os militares reforçaram que eles poderiam integrar uma quadrilha especializada em roubo de Rolex, inclusive, seguiu uma possível vítima que estava usando a mesma marca de relógio em um bairro nobre da capital baiana. 

Contudo, a autoridade contestou e afirmou que “não houve crime em si, que nem poderia colocar como tentativa porque a suposta vítima nem sequer foi abordada pelos acusados.” Os militares ainda insistiram para que fosse formalizada a apresentação dos suspeitos, mas foram informados que “como não havia algo concreto, não poderia abrir qualquer tipo de formalidade, que neste caso só restava liberar os detidos”. 

Procurada pela reportagem para esclarecer a soltura e a entrega dos materiais apreendidos aos suspeitos, a Polícia Civil informou que eles “foram liberados com base na ausência de elementos suficientes para a autuação em flagrante, uma vez que nenhuma vítima compareceu à unidade policial para registrar furto ou roubo do material apresentado, e não havia medidas cautelares contra os conduzidos”. Além disso, destacou também que a “autoridade policial detém a discricionariedade para análise e decisão”.

OUTRAS NOTÍCIAS