Setor automotivo enfrenta crise e Ford ameaça demissão em massa

Setor automotivo enfrenta crise e Ford ameaça demissão em massa

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Estoques em 48 dias, queda nas vendas, diminuição de produção e desemprego – rondam a Bahia. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, afirmou que desde janeiro negocia com a Ford o destino de 280 trabalhadores.

Segundo ele, a ideia é que os postos de trabalho sejam mantidos pelo menos até julho, quando começam as vendas no novo Ka. Se o modelo cair no gosto do consumidor, esses trabalhadores permaneceriam para dar conta do aumento da produção.

Bonfim disse que outros 80 trabalhadores estavam ameaçados, mas que foram reaproveitados para a fábrica de motores, inaugurada no último dia 9. A montadora se pronunciou apenas por nota emitida pela assessoria de comunicação. A íntegra do texto: “A Ford comunica que está seguindo o planejamento e seus estoques estão equilibrados de acordo com a demanda do mercado”.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos disse ainda que a montadora já programou férias coletivas de 20 dias para dezembro – mês que foi o pico de produção em 2013 – e estuda a possibilidade de uma outra em julho.

Ele afirmou que a Ford de Camaçari não tem estoque, pois o modelo é o de produzir mediante pedido. Porém, graças a esse modelo, no último mês de março, em alguns turnos, simplesmente não houve produção. Para se ter ideia da crise vivida pelo setor, que pede mais uma rodada de socorro ao governo federal, a Volkswagen anunciou, semana passada, o desligamento de 900 funcionários em São Bernardo do Campo (SP).

As informações são da coluna Negócios do Correio.

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