Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email
Share on linkedin

‘Se não me entubarem, vou sair por conta própria’, disse grávida à família antes de morrer em UPA

‘Se não me entubarem, vou sair por conta própria’, disse grávida à família antes de morrer em UPA

A técnica de enfermagem Taíse Santos, de 35 anos, que morreu no sábado (29) enquanto aguardava transferência para um leito de UTI em Salvador, disse à sogra, antes de morrer, que queria deixar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro de San Martin, por conta própria para buscar atendimento em uma maternidade. Ela estava grávida do terceiro filho e deu entrada na sexta-feira (28) com falta de ar e pressão alta.

Na UPA, Taíse testou positivo para a Covid-19 e foi levada para a ala vermelha, onde aguardava por uma transferência para um leito de UTI. A vaga não surgiu pela Central Estadual de Regulação e o quadro se agravou. A mulher acabou não resistindo e morreu.

De acordo com o G1, antes, Taíse conversou com a sogra, Eliana Pereira, por mensagem de texto pelo telefone celular. A sogra perguntou se a bebê havia sido examinada e a mulher respondeu negativamente.

“Se eles não me entubarem hoje, vou pedir para sair por minha conta e vou para a maternidade”, disse Taíse, a 1h15 de sábado.

Na manhã de sábado, Taíse foi atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou um parto de emergência para tentar salvar a vida do bebê. Eliana disse ter conversado com o médico do Samu, que ficou comovido com o que aconteceu.

“Eu, Eliana Pereira dos Santos, falei com o médico que atendeu ela, do Samu. Ele chorou. Você sabe o que é um médico chorar na frente de parentes de uma pessoa que foi a óbito?”, disse a sogra da mulher.

O marido de Taíse, Wilson Pereira, desabafou e disse que nenhuma pessoa vai a uma UPA em busca de lazer. Lamentou o que aconteceu e agradeceu a atenção dos profissionais do Samu, que conseguiram salvar o bebê.

“Ninguém vai para uma UPA com vontade própria procurar ajuda. Ali não é brinquedo de parquinho para ninguém ir lá passear. Se não fosse pelo médico do Samu, que chegou sábado de manhã e fez uma cesariana de emergência na minha esposa, minha filha Maria Isabel não estava viva nesse momento”, disse Wilson.

Informações: Feira 24h

OUTRAS NOTÍCIAS