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“Se autoafirmar afropaty é ser inspiração para mulheres pretas”, diz influencer

“Se autoafirmar afropaty é ser inspiração para mulheres pretas”, diz influencer

A influencer, filantropa e musa da escola de samba Unidos de Vila Maria, Ísis Lyon, se considera uma afropaty de carteirinha. “Eu amo moda e me vestir bem. Grifes, artigos de luxo, acessórios, sapatos, make, unhas e viagens são os pré-requisitos para ter um lifestyle de preta patrícia… uma forma de mostrar a luta pelos nossos objetivos e o sucesso econômico da nossa comunidade preta”, descreve.

Pra quem não sabe, “preta patrícia”, “preticinha” ou “afropaty” são termos que ganharam as redes sociais recentemente e se referem ao movimento de mulheres negras que buscam ou já possuem ascensão socioeconômica e demonstram isso a partir de seu estilo de vida – em especial, no ramo da moda e beleza.

Porém, de acordo com as mulheres que se denominam “preticinhas”, a reivindicação desse título vai muito além de um simples desejo de comprar itens caros, conforme explica Lyon. “O grande diferencial é o cunho social e histórico do movimento de mulheres negras. Enquanto as patricinhas valorizam apenas o status e o poder de consumo, as afropatys enxergam a ascensão social da mulher preta pelo que ela simboliza: a conquista de direitos para a população negra e o combate ao racismo”, explica.

Se em décadas passadas, as referências de patricinhas conhecidas pela mídia eram quase sempre o padrão da época –  brancas, loiras, magras e com os cabelos lisos –, atualmente o panorama passou a mudar. A influencer lista suas principais inspirações de “afropatys” ao longo dos anos.

“Tudo começou com as referências que eu tive na adolescência, com o cinema americano. Entre as personagens, adorava a Dionne Davenport (As Patricinhas de Beverly Hills) e Hilary Banks (Um Maluco no Pedaço). Claro que, depois de Beyoncé, as definições de Black American Princess (BAP), termo famoso nos EUA, foram renovadas com sucesso”, brinca. 

“Ao ver esse tipo de imagem, simplesmente decidi que poderia adotar essa estética também, mesmo que seja um arquétipo tradicionalmente reservado para mulheres brancas e despreocupadas. O conceito de ‘preta patrícia’ combateu a noção de que o acesso à riqueza, que somente brancos tinham, também poderia ser feito por pretos” afirma Ísis. Entre outros ícones considerados “afropaty” na mídia, também estão Rihanna, Nicki Minaj, Cardi B, Iza, Ludmilla e Camilla de Lucas.

Ísis ensina como apostar em looks e elementos dessa estética no dia a dia. A primeira regra de todas é entender seus gostos, suas vontades e o que combina com seu estilo. O autocuidado com a aparência é uma das formas possíveis de se levantar autoestima. Portanto, apostar em tutoriais de maquiagem para entender os tons da sua pele e fazer uma make bem gringa é uma boa opção.

Ísis finaliza refletindo sobre o poder de se afirmar “afropaty” no Brasil. Segundo ela, o ato tem um viés político importante. “Se autoafirmar afropaty é trazer inspiração para outras meninas e mulheres pretas. De forma que as contagie na autoconfiança, nos objetivos de vida. É um jeito de empoderar outras mulheres através da moda e beleza”, finaliza.

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