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PT baiano votou por candidatura própria na Câmara

PT baiano votou por candidatura própria na Câmara

Apesar do discurso contra Jair Bolsonaro (PSL) na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) pode ter conversado com a bancada baiana do PT na Câmara dos Deputados sobre a possibilidade de ajuda ao candidato do presidente da República à presidência da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

O assunto teria sido tratado depois de um encontro de Lira com o petista na Bahia ainda no feriadão do Reveillon. O candidato de Bolsonaro foi levado a Wagner pelo senador Angelo Coronel (PSD) e o deputado federal Elmar Nascimento (DEM), que ciceroneou o deputado do PP na Bahia.

Na segunda-feira seguinte ao encontro deles, a bancada federal do PT fez uma reunião para decidir quem apoiar na Câmara na qual os votos dos deputados eleitos pela Bahia se destacaram. Dos seis petistas baianos, apenas Valmir Assunção votou pelo apoio ao concorrente de Lira, Baleia Rossi (MDB-SP).

O emedebista defende a independência do Legislativo em relação ao presidente da República e é apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem o baiano Elmar brigou de morte por ter sido preterido como candidato à sucessão à presidência na Casa.

Quatro petistas preferiram votar pela candidatura própria, como forma de marcar posição, o que foi interpretado por Coronel e Elmar como um sinal de que Wagner havia captado a mensagem de Lira e conversado com a bancada baiana do PT sobre a possibilidade de ajuda ao candidato de Bolsonaro.

Único a se abster na votação da bancada, o deputado Zé Neto justificou a este Política Livre ter tomado a decisão por achar que a conversa ainda era muito prematura para levar a uma decisão da bancada do PT na Câmara e não discutia o compromisso de Rossi com outras pautas, como a suspensão de qualquer plano de privatização.

“Eu me abstive porque achei que era muito prematura a decisão do apoio no partido. Evitar que Bolsonaro vença é uma coisa, mas seria importante a gente ter garantias de algumas situações para que a gente não visse a privatização da Petrobras, por exemplo”, afirmou o parlamentar, negando que Wagner tenha pedido votos aos deputados para Lira.

Ao final do encontro, a bancada do PT decidiu, por 27 votos a 23, anunciar apoio imediato à candidatura do emedebista, mas, sob os mais diversos argumentos, o PT nacional tem feito discursos de idas e vindas em relação a ele, sinalizando possibilidade de ajuda a Lira.

Desde que lançou-se na disputa pela sucessão de Rodrigo Maia, o candidato do PP passou a prometer, com o consentimento de Bolsonaro, a votar a extinção da lei da Ficha Limpa como forma de atrair o partido do ex-presidente Lula para sua campanha.

A medida extinguiria a inelegibilidade de Lula, permitindo que o petista possa concorrer de novo à Presidência da República, o que é um cenário de sonho para Bolsonaro. O presidente acredita que, por causa do antipetismo, seria reeleito em 2022 contra o ex-presidente sem ter que fazer maiores esforços.

Informação – Política Livre

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