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‘Propaganda falaciosa’ atrapalha retorno às aulas, diz secretário de Educação de Salvador

‘Propaganda falaciosa’ atrapalha retorno às aulas, diz secretário de Educação de Salvador

Em meio ao debate que divide prefeitura, pais e professores sobre a segurança do retorno às aulas semipresenciais em Salvador, a cidade abre as portas das suas instituições de ensino nesta segunda-feira (3), um ano depois do fechamento delas devido a identificação dos primeiros casos de Covid-19 na Bahia.

O secretário municipal de Educação, Marcelo Oliveira, acredita que o número de alunos que retornará às escolas é menor do que a gestão imaginava em função da “propaganda negativa”. Exigindo a vacinação de todos os professores, independente da idade, a Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia (APLB-BA) decidiu não retornar às atividades.

“Alguns pais não vão [enviar seus filhos], ainda estão receosos, houve uma propaganda negativa muito grande sobre essa questão do retorno às aulas, foi uma uma propaganda falaciosa, ou seja, não corresponde à realidade dos fatos. Se você entrar numa escola municipal vai ver que foram tomados muitos cuidados e não podemos perder de vista que teremos apenas metade das crianças de cada turno”, diz o secretário.

“Uma boa parte delas [crianças], senão a maioria, estão, certamente, brincando na rua e tendo contato com seus amiguinhos, sem esse controle de número, tendo contato com bastante adultos, vizinhos, enquanto que, na escola, eles vão ter contato apenas com as crianças e o professor que vai tá afastado e vacinado. Então, não há razão para os pais não trazerem as crianças para escola. Eu acho que, na prática, é difícil manter esse distanciamento social nos bairros, né?”, completa.

O gestor afirma que os professores que não comparecerem às instituições, naturalmente, serão penalizados. De acordo com a prefeitura, mais de 20 mil trabalhadores da educação na rede pública – estado e município  – já receberam a primeira dose da vacina.

“Aqueles que não votarem e não tiverem um motivo justo lá vão ter as cominações. Acho que isso é natural, não tem nada a ver com retaliação, nem questionamento do movimento paredista, isso acontece com qualquer funcionário”, finaliza Marcelo.

Informações: Bnews

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