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Projeto Recriar mescla aulas de arte com matérias regulares

Projeto Recriar mescla aulas de arte com matérias regulares

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Fora da sala de aula, eles voltam a ser estudantes e aprendem técnicas como frottage, produção de abayomis, papietagem, maquiagem infantil, produção de cenários, fantoches e personagens. De volta ao seu ambiente de trabalho, criam projetos e atividades que aliam a arte às matérias regulares do currículo escolar. É desta forma que agem os professores-alunos do Projeto Recriar, iniciativa da Secretaria de Educação, que oferece formação em Artes Visuais e Teatro a dezenas de professores das escolas municipais de Feira de Santana.

Com duração de quatro meses, dividido em 64 horas, o Projeto Recriar age em duas frentes: aulas de Artes Visuais e Teatro. Coordenadas respectivamente pela artista plástica Veroka Tosta Gonçalves e pelo ator e diretor Luciano Freire, as aulas são divididas entre práticas e teóricas.

“O nosso trabalho consiste em três pilares: contextualização, apreciação e o ´fazer arte´. No primeiro momento, os professores aprendem sobre a história da arte, conhecimentos como: por quê as bonecas abayomis eram produzidas pelas escravas com pedaços das barras das saias e dadas as crianças para que pudessem brincar, etc. Depois, apreciam criações de outros artistas plásticos para que possam se inspirar e partirem para a última fase, que é a produção das próprias obras e/ou releituras”, explica Veroka Gonçalves.

A técnica de produção das bonecas africanas inspirou o professor Laécio Malta, do Centro de Educação Básica, que funciona na UEFS – CEB, a criar o projeto “Educar para a diversidade etnicorracial”, no qual os alunos do 7º ano vão dar um minicurso de criação de abayomis para o grupo do 6º ano, no dia 20 de novembro. Primeiro, os alunos vão estudar a história da África.

“Com a arte nós podemos intercalar diversos outros conteúdos, como português, matemática, história ou até mesmo geografia. Foi pensando nesta junção entre arte e história que eu criei o projeto”, destaca o professor de história Laécio Malta.

“Quando eu digo que é hora da aula de artes, eles (os alunos) fazem a maior festa! Sorriem, batem palmas e comemoram. Na classe, temos alunos com deficiência que estão sendo incluídos – dois autistas e uma aluna com paralisia cerebral. E percebo que, durante a produção artística, eles se sentem completamente inclusos no processo de criação e aprendizagem. Naquele momento, não existem limites. É a arte de cada um que fala por si”, comenta a professora do 1º ano, Ana Lúcia Martins, que atua na Escola da Associação Feirense de Assistência Social – AFAS, unidade de ensino conveniada à Rede Municipal.

Aluna de teatro e professora da Escola Municipal Joaquim Pereira dos Santos, no distrito de Maria Quitéria, Inês Silva Paixão se declara: “Eu amo essas aulas! E digo mais, no dia das crianças, convidei outras professoras e encenamos juntas a peça da Dona Baratinha. Em seguida, foi a vez dos meus alunos encenarem o conto “Os Três Porquinhos”.

Para a professora Roberta Andrade, que atua no Grupo 4 do Centro Municipal de Educação Infantil Eduardo da Silva Pessoa de Miranda, a arte valoriza a autoestima das crianças: “Percebo que elas aprendem a trabalhar em equipe ao dividir os materiais, aprendem a se concentrar melhor e, além disso, quando são elogiadas por nós, professores e também pelos coleguinhas, se sentem valorizados, com a autoestima lá em cima”, comemora.

“A arte é justamente a exteriorização do que carregamos por dentro. Percebemos isso quando identificamos problemas que as crianças trazem para o papel só observando as cores escolhidas ou o que elas desenham. E, além disso, ensinar arte é ensinar a valorizar o patrimônio público e artístico. Conhecendo de perto os quadros, esculturas, elas aprendem a apreciar e não depreciar”, avalia Veroka.

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