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Professor casa com si próprio e organiza movimento na internet; Para combater suicídio e estimular autoamor

Professor casa com si próprio e organiza movimento na internet; Para combater suicídio e estimular autoamor

O professor de História, Filosofia e Sociologia, Flávio José, promove, há quase três anos, um movimento de prevenção ao suicídio em Salvador. Inicialmente voltado para os seus estudantes, hoje o projeto abrange todas as pessoas que procuram apoio. O movimento intitulado de “Ame-se” cresceu após um casamento que fez com ele mesmo e, durante a pandemia, ganhou um novo formato.

Diante da crise sanitária, o autor da iniciativa percebeu uma maior necessidade de espalhar as mensagens de autoamor e chegou a reunir mais de 300 mil integrantes no seu grupo do Facebook. “Quando veio a pandemia deu um ‘break’ e vi nas redes sociais um jeito de alcançar os jovens. Esse período expôs o que as pessoas têm de pior: a não aceitação de si. As pessoas estão perdidas e eu sempre me coloco a disposição”.

“A ideia é prevenir e combater pensamentos suicidas, a depressão e ansiedade através da ênfase no autorespeito, autovalorização, autoconfiança e no amor”, diz a descrição do grupo. Nele, uma rede de apoio foi formada, com mensagens, desabafos e relatos compartilhados.

O educador conta que sempre deu aulas aos seus alunos fantasiado de vários personagens para motivar as crianças a se conectarem mais com a educação, que considera “libertadora”. Em um determinado momento, ele percebeu que havia um grande índice de suicídios e autoestima baixa entre as crianças e jovens com quem tinha contato. Então, ele começou a estimular a “autoconexão”.

“Em 2018, percebi, nas aulas, que haviam muitos alunos com a autoestima baixa, falta de confiança, que praticavam automutilação e suicídios, não só em escolas públicas, mas também em particulares, é geral. Aí eu descobri, através da inteligência emocional, algo que eu já fazia e estimulava em sala de aula: a autoconexão. Se você não se ama, dificilmente vai amar os outros; se você não se respeita, dificilmente vai respeitar os outros. Aí levei isso para a sala”, relata.

Com os discursos e frases motivacionais, o professor incentivou vários estudantes a se amarem e se respeitarem, mas um caso particular o levou a ampliar o movimento. “Um pai de uma aluna foi falar comigo na escola. Ele disse que ela já havia tentado suicidio duas vezes. Depois das minhas aulas, ele ouviu a filha dizer no banheiro, para si mesma, no espelho, que agora se amava e que não ia mais atentar contra a vida”.

Com o apoio de outros professores, o educador anunciou que ia casar-se com si mesmo. E assim ele fez. Em dezembro de 2018, uma celebração “com direito a tudo o que imaginar de casamento” foi realizada. Com um público de 150 pessoas e a partir de doações, a festa foi feita na área verde do restaurante Ki-Mukeka, no bairro de Itapuã. “As pessoas entenderam a importância do projeto. Eu não gastei nada”, disse.

Informações: Metro1

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