Prestes a trocar Honda por Renault, McLaren quer motores próprios em 2021

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Ao que tudo indica a McLaren trocará os motores Honda pelos Renault a partir do ano que vem. Desde o início de 2015 utilizando os propulsores japoneses, o time de Woking parece ter perdido a paciência após uma série de fracassos e crescentes reclamações de sua principal estrela, o espanhol Fernando Alonso. Entretanto, os ingleses não estão só prospectando a temporada de 2018, mas também a de 2021, quando o regulamento da Fórmula 1 terá considerável mudança, e Zak Brown, chefe da equipe, indica que a escuderia poderá ter motores próprios.

– Estamos interessados em ver o como será o novo motor de 2021 e se nós vamos querer fazer nossos próprios motores ou se mais fabricantes irão entrar na F1. Por enquanto precisamos focar nos próximos três anos e, assim que isso estiver resolvido, óbvio que temos de analisar. O panorama da F1 vai mudar de forma positiva a partir de 2021, com teto orçamentário, redistribuição de receitas e novas regras e motor. Então fica um pouco difícil tomar decisões sobre 2021 já que tanta coisa mudará – disse o dirigente em entrevista no final de semana do GP da Itália.

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Oito vezes campeã do Mundial de Construtores – a última em 1998 – a McLaren vive uma das piores fases de sua história. Atualmente, o tradicional time britânico é o vice-lanterna na tabela do campeonato, acumulando apenas 11 pontos, seis a mais que a Sauber e 23 a menos que a Renault. Apesar do desejo em ter um propulsor próprio, sem a dependência de nenhuma montadora, Brown sabe que isso só será possível caso a Fórmula 1 e a Liberty Media invistam em mudanças no regulamento que possam baratear o custo da categoria.

– Para que a gente construa nosso próprio motor, que é algo que nunca fizemos, isso exigiria muito tempo e gasto. Nós podemos considerar fazer, só precisamos compreender a plataforma, quais serão as regras e o quanto irá custar. Certamente não estaríamos em posição de gastar as centenas de milhões necessárias para desenvolver motores atualmente, então a fórmula dos motores teria de mudar para que se torne algo economicamente viável para a McLaren – finalizou.

|G1

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