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PM morto em confronto era suspeito de liderar organização criminosa; 14 pessoas foram presas

PM morto em confronto era suspeito de liderar organização criminosa; 14 pessoas foram presas

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O soldado da Polícia Militar Arlen Vinicius Pena da Cruz, que morreu após confronto com policiais na noite de terça-feira (31), em Feira de Santana, estava sendo investigado. Segundo a polícia, ele era um dos principais alvos da Operação Bakurim, deflagrada para investigar a associação criminosa que atua no tráfico de drogas na região de Feira de Santana. A informação é da Delegacia (Draco/PC).

Durante a operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão e mandados de prisão em Feira, Riachão do Jacuípe e no Conjunto Penal de Feira de Santana. Ainda segundo a polícia, Arlen é apontado como líder da associação criminosa e foi morto após reagir a prisão disparando contra a equipe de policiais, que ao revidar o atingiu. O soldado foi socorrido para o hospital Emec, onde morreu.

De acordo com o delegado Jorge Figueredo, além de policiais militares também havia participação de policiais civis no grupo criminoso. Ele disse também que o grupo estava ligado não apenas a venda de drogas, mas também com grilagem de terra e caça-níqueis.

“A investigação foi iniciada em meados de outubro. Foi identificado um grupo criminoso com a participação de público interno, não só policial militar, mas também policial civil. Isto nos trouxe uma preocupação muito grande porque eram alvos sensíveis que estavam diretamente ligados ao tráfico de drogas, mas que há um reflexo negativo em relação aos crimes de homicídio. Foi identificado de início de que este grupo tinha uma grande atuação na cidade. Eles atuavam não só na comercialização das substâncias, seja ela crack, cocaína ou maconha, mas há indicativos da participação deles com máquinas de caça-níqueis e grilagem de terra aqui no município de Feira de Santana”, disse o delegado Jorge Figueiredo.

PM Arlen era o líder

O delegado confirmou que o soldado era o líder da organização criminosa e ostentava riqueza. “Apesar de pouco tempo de polícia, apenas cinco anos, ele já ostentava riqueza, a ponto de ter um Evoque, uma Land Rover, veículo de 250 mil reais. Ele era responsável por liderar o grupo. Apesar de haver uma autonomia muito grande entre os integrantes, eles não estavam sempre diretamente ligados. A relação era de acordo com o interesse e a oportunidade, se tinha como ganhar dinheiro você é meu amigo, se não tchau”, afirmou o delegado.

Ainda segundo o delgado, um policial civil e um ex-policial também foram presos. “Neste primeiro momento foram identificadas 18 pessoas, além daquelas que não chegamos a sua qualificação correta porque é objeto de outro inquérito. Foram decretados 17 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, foram 22 mandados de buscas e apreensão que foram cumprindos aqui em Feira. Dos 18 mandados, 15 foram cumpridos devidamente, infelizmente um que era o líder desta organização criminosa morreu ao se opor a ordem de prisão pela própria guarnição da sua instituição que é a Policia Militar. Já o policial civil preso era lotado na cidade de Riachão do Jacuípe. Foi devidamente cumprido seu mandado de prisão pela corregedoria da Polícia Civil, que o conduziu para a Corregedoria em Salvador. Há outro indivíduo de prenome Ronaldo, pasmem, ele foi policial militar no passado, foi policial civil, foi excluído por ter praticado um delito no exercício de sua atividade de policial, e graças a Deus ele foi preso porque é dado a contínua prática de tráfico de drogas”, declarou.

Acorda Cidade

 

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