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Philips ainda não reembolsou clientes após suspensão de venda de aparelhos respiratórios que podem causar danos à saúde

Philips ainda não reembolsou clientes após suspensão de venda de aparelhos respiratórios que podem causar danos à saúde

Desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da importação, distribuição e comercialização de alguns modelos de aparelhos que auxiliam na respiração e no sono da Philips Medical Systems, em junho deste ano, a marca ainda não providenciou a troca ou reembolso para os pacientes que já haviam comprado os equipamentos. A medida foi adotada pela Anvisa após a fabricante ter identificado que um componente desses equipamentos pode se degradar e liberar partículas e produtos químicos passíveis de serem aspirados ou inalados pelo usuário, causando potenciais riscos à saúde.

Ao BNews, o líder espírita José Medrado disse que adquiriu um CPAP Auto DreamStation – equipamento médico que fornece pressão positiva contínua recomendado para tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono – da marca. Segundo Medrado, diversos e-mails já foram enviados para a fabricante, mas até o momento nada foi resolvido. Sem sucesso na resolução do problema, o líder espírita resolveu judicializar o caso, no entanto, a primeira audiência está marcada apenas para fevereiro de 2022. A situação foi relatada também em um artigo publicado por Medrado.

Quando anunciou o recall, a Philips informou que a possível exposição a partículas aspiradas pelos aparelhos pode provocar irritação da pele, dos olhos e do trato respiratório, asma, dor de cabeça, resposta inflamatória, danos a órgãos como rins e fígado, potenciais efeitos tóxicos, dentre outros prejuízos à saúde do usuário. Fora do Brasil, houve relatos de alguns desses sintomas, além de outros como tosse, pressão no peito e infecção sinusal.

A reportagem tentou contato com a Philips em busca de esclarecimentos sobre o andamento do processo, mas as ligações não foram atendidas. Em uma nota publicada em seu site, a marca diz que “decidiu recolher voluntariamente os seus aparelhos de sono e respiração os quais foram comercializados globalmente (inclusive Brasil) e fabricados até 26 de abril de 2021”.

No comunicado, a Philips explica ainda qual o procedimento a ser feito pelos pacientes que possuam os aparelhos: “Caso você possua produto de sono ou respiração afetado pelo recall, entre em contato no telefone 0800 707 6767 para obter a sua solução, conforme o aparelho”.

Segundo José Medrado, desde junho, mês em que a Philips anunciou o recolhimento dos aparelhos danificados, ele deixou de tilizar o equipamento e teme por prejuízos em seu quadro clínico.

Ao BNews, o fisioterapeuta José Ivo explicou a importância desses equipamentos na vida de pacientes que sofrem problemas respiratórios, como é o caso de Medrado.

“Esses aparelhos são utilizados para o aporte respiratório e substitui os pulmões porque ele faz a função que o nosso pulmão faz que de ventilar. Esses equipamentos suprem e dão um aporte ventilatório para os pacientes que necessitam deles e por isso eles são muito importantes”, diz.

Ainda conforme o profissional, os problemas relatados pela Philips podem agravar ainda mais a saúde de quem precisa fazer uso dos aparelhos. “Se tiver algum problema técnico vai fazer com que os problemas que o paciente tem, por exemplo, quem sofre de algum distúrbio do sono, só se agrave ainda mais. Se não tiver uma ventilação adequada do aparelho pode implicar no maior tempo de apneia, ou seja, o paciente fica mais tempo sem respirar, e isso pode trazer prejuízos para a saúde da pessoa”, explica.

Além disso, segundo José Ivo, a não-utilização do equipamento pode elevar as chances de o paciente precisar passar por um procedimento mais invasivo, como é o caso da intubação.

“O risco de o paciente ficar por muito tempo sem utilizar esse equipamento é levá-lo até a intubação, porque esses aparelhos evitam a possibilidade de procedimentos mais invasivos”, afirma.

Informações: Bnews

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