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Pesquisa feita em 55 hospitais brasileiros conclui que hidroxicloroquina não tem eficácia

Pesquisa feita em 55 hospitais brasileiros conclui que hidroxicloroquina não tem eficácia

Uma pesquisa feita pelos principais hospitais brasileiros chegou à conclusão que o uso da hidroxicloroquina, em pacientes com sintomas leves ou moderados da Covid-19, não promoveu melhora na evolução clínica deles.

A pesquisa foi feita através de uma parceria realizada pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês. Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), com 665 pessoas em 55 hospitais brasileiros.

O resultado da pesquisa foi publicado, nesta quinta-feira (23), no periódico New England Journal of Medicine, e divulgado na coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo.

Durante o experimento, os médicos observaram que, tanto os pacientes que foram medicados com hidroxicloroquina e azitromicina, quanto os que tiveram apenas suporte clínico, sem nenhuma das medicações, tiveram o mesmo resultado. O número de óbitos também foi parecido em todos os grupos: cerca de 3%.

Outra concussão da pesquisa foi que, nos grupos tratados com a hidroxicloroquina, houve um número maior de alterações em exames de eletrocardiograma, representando maior risco para arritmias. Esses grupos também apresentaram recorrentes alterações em exames que podem mostrar lesão hepática.

A pesquisa foi feita entre 29 de março e 2 de junho, com pacientes de idade em torno de 50 anos.

Outras oito pesquisas continuam sendo realizadas em pacientes com a Covid-19, incluindo o uso da hidroxicloroquina em pacientes com sintomas mais graves da doença, além do uso de outras drogas como dexametasona, rivaroxabana, tocilizumab, atazanavir, daclatasvir, daclatasvir e sofosbuvir.

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