Paulo Souto não tem legitimidade para falar sobre segurança,diz Rui Costa

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Dizem que chumbo trocado não dói. Com a palavra o ex-governador Paulo Souto. O democrata vem fazendo críticas ao governo Wagner, sobretudo na questão da segurança pública. Em entrevista ao Jornal A Tarde, o secretário a Casa Civil e candidato do PT, Rui Costa, devolveu as alfinetadas e desfiou um rosário de reclamações da gestão passada, a tal herança maldita. Segundo Rui, Souto deixou a Polícia Militar desaparelhada;  recebendo salário abaixo do mínimo e em condições precárias.

“Ele deixou a PM sem veículo. Os policiais sem armamento. Todos os policiais militares ganhavam abaixo do salário mínimo. O delegado de polícia era o último ou penúltimo salário do País. Os agentes de polícia estavam há dez anos sem reajuste, e  promoção. Esse ex-governador é que tem credibilidade para fazer mais pela Bahia? Quem entregou, em dezembro de 2006, o Estado nessas condições não tem legitimidade para falar sobre segurança. O povo vai julgar”.

Lídice da Mata

Sobre a candidatura de Lídice da Mata ao governo do Estado, Rui Costa reafirmou que tem esperança que a socialista desista do Palácio de Ondina. Para ele, tudo pode mudar até junho – quando acontecem as inscrições de candidaturas. “O prazo é junho (da inscrição de candidaturas) e até lá acho que podem ocorrer novidades até porque o candidato do PSB vem nas pesquisas caindo sucessivamente e isso pode ter uma mudança no cenário. Se permanecer  a candidatura, ele vai buscar um palanque mais forte nos estados. Isso o fará também passar por um processo de negociação e acho que isso pode alterar a composição dos estados inclusive na Bahia”, assinala Rui.

Ele vai além. Diz que se não houvesse a candidatura de Eduardo Campos, a de Lídice também não existiria. Sobre a disputa no ano que vem, ela será, segundo ele, tratada como adversária, “não inimiga”. “Passa a ser adversária e concorrente, mas não significa que passaremos a ser inimigos. Serão programas bem parecidos. PSB e PT são aliados há anos na Bahia. O PSB integrou os dois governos de Wagner. (…)Tendo a achar que se não houvesse essa candidatura de Eduardo Campos o PSB permaneceria com o nosso projeto”.

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