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ONG contra aborto recebeu dinheiro do Pátria Voluntária

ONG contra aborto recebeu dinheiro do Pátria Voluntária

A Associação Virgem de Guadalupe, ONG que atuou contra a realização do aborto da menina de 10 anos estuprada no Espírito Santo, em agosto, recebeu repasses em dinheiro do programa Pátria Voluntária, que é presidido pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2) pelo jornal O GLOBO, que solicitou os dados à Casa Civil via Lei de Acesso a Informação (LAI).

De acordo com a publicação, os dados divulgados mostram que o programa repassou R$ 14,7 mil à entidade. Ao GLOBO, a presidente da ONG, Mariângela Consoli, alegou que não procurou o governo para receber os recursos e que a entidade teria sido indicada por alguém, mas não soube identificar quem.

Criada em 2013, a Associação Virgem de Guadalupe foi uma das entidades que recebeu recursos do programa Pátria Voluntária, criado pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019 para incentivar ações de voluntariado. A ONG é uma organização católica e que, em sua página na Internet, se identifica como “pró-vida”, ou seja, contra o aborto.

 Ainda segundo o O GLOBO, no site da ONG, a presidente Mariângela Consoli, diz que a entidade “faz parte de uma rede de homens e mulheres” com “um só objetivo: proteger mães e filhos do aborto provocado”. A entidade é recomendada por redes contrárias ao aborto em casos semelhantes aos da menina do Espírito Santo.

Na época, a presidente da entidade se reuniu com autoridades capixabas e do município de São Mateus, a pedido da ministra Damares Alves, como apontou o jornal Folha de São Paulo. A reunião, onde vivia a menina de 10 anos, seria para taratar da interrupção do aborto, que seria realizado em Pernambuco.

Ao jornal, Mariângela confirmou sua participação da reunião e disse que a entidade ofereceu serviços de acolhimento à vítima independente de ela ser submetida ou não ao aborto legalizado.

“O posicionamento (da entidade) é contra (o aborto legalizado), sim, esse procedimento. Mas não temos nada contra quem faz. Ninguém nem tocou nesse assunto. Não se falou sobre ela realizar ou não o aborto. Somos uma obra social. Ela estava em situação de vulnerabilidade social. Oferecemos suporte”, afirmou Mariângela.

Sobre as doações, Mariângela afirmou que foi procurada pela Fundação Banco do Brasil (FBB), responsável por fazer os repasses às entidades beneficiadas, e que os recursos foram utilizados na distribuição de cestas básicas às mães atendidas pela entidade. “A gente foi indicada não sei nem por quem”, completou.

Informações – bahia.ba

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