OAB vai inspecionar presídio de Feira de Santana na próxima quinta-feira

REunião-OAB-e-TCE
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Imagem ilustrativa

Na tarde de quinta-feira (23/01), o presidente da OAB da Bahia, Luiz Viana Queiroz, e o presidente da Comissão Especial de Sistema Prisional e Segurança Pública, Marcos Melo, estiveram em audiência com o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte, na sede da SEAP, no CAB.

O objetivo da visita foi discutir as carências do sistema carcerário na Bahia e as medidas que estão sendo tomadas para corrigi-las. Marcos Melo também apresentou os planos da comissão de vistoriar todas as unidades prisionais do estado, começando pelo Conjunto Penal de Feira de Santana, na próxima quinta-feira (30/01).

Na reunião, o secretário revelou que a SEAP vai investir R$ 150 milhões na criação de 3.800 novas vagas no sistema carcerário.

O presidente Luiz Viana propôs a Duarte a instalação de salas de advogados, administradas pela OAB, em cada unidade prisional da Bahia e destacou “a importância do cumprimento, em todas as unidades, das prerrogativas profissionais dos advogados, fundamentais para a defesa dos direitos dos cidadãos e, neste caso em especial, dos presos em cada unidade”. Nestor Duarte, que também é advogado, concordou com as propostas de Luiz Viana.

“Eu saí da reunião com a sensação de que poderemos ter uma relação leal de crítica contributiva entre a OAB e a SEAP”, afirmou o presidente da OAB da Bahia.

Acompanhado por diversos membros da Comissão Especial de Sistema Prisional e Segurança Pública da OAB da Bahia, empossada no dia 14 de janeiro, Marcos Melo apresentou ao secretário Nestor Duarte as linhas mestras das inspeções que a comissão realizará em todas as unidades prisionais da capital e do interior do estado.

Casos de violência aos detentos serão averiguados através de entrevistas com os presos e também por outros atores, como os advogados das subseções locais com atuação na área criminal e a Defensoria Pública. Ao final das inspeções, a comissão vai elaborar um diagnóstico estrutural e pessoal, avaliando o déficit de vagas existente; a legalidade e execução da pena, contemplando as diferenças de gênero, idade e sanidade mental; a política de ressocialização dos detentos, através do estudo e do trabalho; e a relação entre presos provisórios e definitivos e medidas cautelares.

Fonte: Politica Livre

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