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“O cliente não é o artista, é o povo”, diz secretário Nacional de Fomento à Cultura

“O cliente não é o artista, é o povo”, diz secretário Nacional de Fomento à Cultura

O secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciuncula, criticou, em entrevista ao BNews, direto de Brasília, as críticas que o governo Bolsonaro recebe por supostamente lidar com o setor cultural de forma ideológica.

“A esquerda que controlava o setor da Cultura, com ampla e irrestrita verba pública. Quem exercia poder ideológico era a esquerda”, disse o secretário, que é ex-capitão da Polícia Militar da Bahia.

Em conversa na segunda-feira (3), André ainda disse que a preocupação da pasta é o povo. “Parar de usar incentivo e fomento como se fosse sindicalismo. O principal cliente da Secretaria de Cultura não é o artista, é o povo”, afirmou.

Cerca de R$ 700 milhões da Lei Rouanet estão travados em processos administrativos da Secretaria Especial da Cultura, de acordo com o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura.

Ainda durante a conversa, André rebate as críticas. “Acaba sendo muito narrativa política encima da Lei Rouanet. Acaba tendo disputa forte encima dos mecanismos de ação. Cheguei aqui tinha 19 mil projetos não auditados. Cerca de R$ 12 bilhões não auditados”, argumentou.

O secretário diz que o objetivo do governo Bolsonaro é devolver a cultura ao “homem comum”. “Precisamos preservar a cultura popular. Entregar ao homem comum sua cultura. O presidente é conservador, eu tenho uma concepção de mundo conservadora. Um dos grandes pilares do conservadorismo é ser contra sistemas ideológicos”, completou.

O governo também é criticado por ainda não ter formado a nova composição da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, o que, consequentemente, atrasa a liberação de projetos. André enxerga conotação política mas críticas.

“Não podia ser carreta desgovernada. Não vou tomar conduta imprudente e liberando geral. Finalmente estamos adotando medidas de cuidado, zelo, com o dinheiro público. Mecanismos simples de auditora”, justificou.

Informações: BNews

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