Ministério Público ordena que frigoríficos denunciados por assédio eleitoral paguem R$ 2 milhões aos funcionários

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Após serem denunciados por assédio eleitoral, dois frigoríficos no município de Betim, em Belo Horizonte, têm até 24 horas para se retratar publicamente com seus funcionários pelo constrangimento que eles passaram ao serem coagidos a participar de um ato a favor do atual presidente.

Os trabalhadores relataram que as empresas os obrigaram a vestir camisas decoradas com as cores da bandeira do Brasil e com dizeres em apoio ao candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, eles ainda alegaram que foram obrigados a escutar uma série de comentários negativos a respeito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguidos de promessas de que, caso ele perdesse, cada funcionário receberia um pernil de presente.

Diante deste cenário, uma ação ajuizada foi acatada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Ela prevê que ambas as organizações deverão se retratar compartilhando um comunicado através de suas redes sociais oficiais, assim como por meio do quadro de avisos e individualmente para cada trabalhador.

Os frigoríficos também devem assegurar a todos os seus funcionários as condições necessárias para participar do segundo turno das eleições, que ocorrerá neste domingo (30).

Outra medida adotada pelo Ministério Público foi a solicitação de que as empresas indenizem por danos morais os trabalhadores que participaram do ato, pagando R$ 2 mil para cada um deles, totalizando um valor de R$ 2 milhões.

Até o momento, nenhuma das organizações de pronunciaram publicamente a respeito do ocorrido.

Fonte: Metro1

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