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Menino prodígio

Menino prodígio

Esqueça tudo o que você pensa sobre crianças superdotadas. Se no cinema elas aparecem muitas vezes fazendo cálculos complexos de engenharia, nem toda forma de superdotação é igual. Os próprios testes de QI mudaram ao longo dos anos e hoje abrangem diversas habilidades, explorando o potencial da criança em relação à sua idade e a dos demais. Aos oito anos, o estudante do terceiro ano do fundamental Gustavo Saldanha, de São Paulo, acaba de conquistar um lugar na lista das pessoas mais inteligentes do mundo, a Mensa Internacional, mais tradicional instituição de medição de QI. Contrariando o lugar comum dos gênios, Gustavo disse para a ISTOÉ que não gosta muito de matemática, a não ser que seja desafiado com um cronômetro. “Prefiro fazer outras coisas”, diz.

Seu negócio é música. Em uma entrevista ao lado da mãe, a empresária Luciane Saldanha, e do pai, o economista Carlos Saldanha, Gustavo fala que não fica cansado das aulas extras de vários instrumentos que pediu para ter e que raramente as cancela. “Gosto muito das aulas online, mas voltar ao presencial é legal. O que não gosto muito é de educação física”, confessa. Atualmente, o menino toca violão, guitarra, teclado, baixo, bateria e gaita. Apesar de lembrar as habilidades de grandes artistas como Mozart, que dominou as partituras e o piano na primeira infância, a história de Gustavo com a música é mais ligada ao pop. Aos cinco anos, em uma homenagem ao Dia das Mães, precisou decorar cinco músicas dos Beatles e acabou decorando várias, cantando em língua inglesa corretamente. “No início achamos que ele tinha apenas talento para a música, mas na pandemia, quando começou a lidar com o Zoom e o computador, notamos que tinha algo a mais ali”, diz a mãe. Ao procurar um especialista e uma psicóloga, descobriu que o filho era considerado um prodígio.

“Não gosto muito de ler, prefiro narrativas visuais como filmes e novelas. Me chamam mais a atenção” Gustavo Saldanha, estudante

O garoto chegou a instalar o sistema operacional Windows em um MacBook sem buscar por instruções. Ele também troca o português para o inglês com facilidade. Ao ser perguntado, em inglês, se tinha o hábito da leitura, respondeu no idioma: “Não gosto muito de ler, prefiro narrativas visuais como os filmes e as novelas. Não é difícil, mas o visual me chama mais a atenção”. A mãe conta que quando ele era menor, nos primeiros anos na escola, gostava de brincar “de casinha” ao lado das meninas, construir coisas e contar histórias. Como lazer, aliás, gosta de assistir novelas e telejornais junto com a mãe, quando repete cenas e até copia os apresentadores, com vocabulário avançado. Os pais tentam proteger o filho da fama e ele não sabe exatamente o que significa ter um Q.I de 140 ou fazer parte da Mensa Internacional. Por enquanto, seu sonho é conhecer Paul McCartney.

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