Médico defende uso de medidas não farmacológicas para tratamento de fibromialgia

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O medicamento Canabidiol que é produzido pelo extrato da maconha e utilizada no tratamento da fibromialgia, tem se mostrado uma alternativa segura e eficaz para pacientes que convivem com as incômodas dores generalizadas no corpo.
Apesar de Feira de Santana não possuir uma lei municipal que autoriza o uso do medicamento pelo SUS, o médico reumatologista , André Luiz, defende o uso do remédio para alguns pacientes porém, enfatiza  a conscientização para prática de atividade física e outras alternativas não farmacológicas para tratamento.

“Não sou contra e tenho alguns pacientes selecionados que utilizam o Canabidiol pois,  é mais um arsenal terapêutico para fibromialgia já que, não existem muitos remédios para essa enfermidade e precisa de mais estudos para comprovação da sua eficácia.  É preciso a colaboração das pessoas que tem fibromialgia em não utilizar métodos farmacológicos, fazendo atividades físicas, cuidando da alimentação e a busca pelo equilíbrio emocional através de psicólogos “, afirma o médico.

O reumatologista que atende numa clinica particular, explica ainda que nem todo paciente com fibromialgia deve fazer o uso do Canabidiol.

“Se o paciente não fizer esse tratamento não farmacológicos, mesmo Canabidiol, não terá sucesso”, complementa.

Foto: Divulgação

A ideia do doutor é defendida pela presidente da Associação de Pessoas com Fibromialgia, Dor Crônica e patologias, em Feira de Santana, Eliana Santana. que também possui a doença e acredita que muitas pessoas e até mesmo os médicos tratam o Canabidiol com preconceito.

“´Precisamos quebrar esse tabu onde as pessoas tem vergonha de falar que é a favor do remédio. Elas não vão fumar o Cannabis e sim, utilizar o óleo para tratar essa doença que tanto nos faz sofrer”, afirma Eliane

Eliane explicou que na associação possui 432 pessoas registradas e alguns associados fazem o uso do medicamento e tem obtido vários resultados. “Alguns amigos de Salvador tiveram melhoras significativas ao ponto de não precisar tomar outros remédios para dormir pois, o Canabidiol tem surtido efeito.  Óbvio que eles se alimentam de forma adequada e fazem caminhada todos os dias “, complementa.

Aprovado pela Anvisa, o produto medicinal à base de Cannabis, foi publicado em maio do ano passado,  por meio da Resolução RE 1.298/2022.  Em Salvador, a liberação aconteceu há dois meses e assegura que os pacientes tenha o direito de receber medicamentos nacionais e importados de graça. O objetivo é democratizar o uso dos medicamentos, que atualmente são bastante caros. Um óleo para à base de cannabis pode chegar a R$ 580, por exemplo. Apesar de facilitar a aquisição na esfera financeira, para receber os remédios continuará sendo cobrada uma prescrição feita um médico ou uma autorização por ordem judicial.

Redação

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