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Mãe de adolescente com paralisia cerebral na Bahia relata dificuldades financeiras após ter benefício do INSS suspenso

Mãe de adolescente com paralisia cerebral na Bahia relata dificuldades financeiras após ter benefício do INSS suspenso

Uma mulher, que mora com a filha que tem paralisia cerebral, em Feira de Santana, cidade a 100 quilômetros de Salvador, teve o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspenso. A fonte de renda deixou a família em dificuldades financeiras.

Sueli Bispo é mãe de Beatriz Bispo, de 18 anos, que tem paralisia cerebral desde que nasceu. Atualmente, elas vivem de doações. Os alimentos são guardados com cuidado em caixas plásticas. Rremédios e fraldas estão acabando.

“Tem três meses o pessoal me ajudando, meus parentes me ajudando. Um dá R$ 100, outro dá R$ 200 para comprar as coisas dela, para não ficar comer as coisas dela”, disse Sueli Bispo.

 

As dificuldades começaram há quatro meses, quando foi suspenso o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que Beatriz Bispo tem direito. A mãe da jovem conta que eram R$ 1.600, que faziam com que elas pagassem as contas de casa, que fica no bairro Queimadinha.

“Eu pagava a água, comprava as coisas delas e ainda sobrava uma coisinha que eu deixava para uma emergência. Eu dependo do dinheiro dela para comprar as coisas dela. Sem o dinheiro, como que vou comprar?”, questionou.

Segundo o gerente executivo do INSS de Feira de Santana, Fernando Nunes, o benefício de Beatriz foi cortado, porque durante uma revisão de rotina, foi percebido que um outro filho de Sueli Bispo estava cadastrado como membro familiar e isso extrapolou a renda máxima para a concessão do benefício, que hoje é de 1/4 de um salário mínimo, R$ 275.

De acordo com o INSS de Feira de Santana, o prazo de defesa passou, mas Sueli Bispo recorreu da decisão, e por isso o órgão analisa o caso novamente.

“Com certeza existe uma chance desse benefício ser retomado. O recurso está em fase de análise, vai ser julgado e aí sendo favorável, o benefício é reativado e a pessoa recebe todo o atrasado”, explicou Fernando Nunes.

O INSS informou que, se todos os prazos legais forem cumpridos, a expectativa é de que a decisão saia em até seis meses.

“Deus vai me ajudar e minha filha vai ter o dinheirinho dela, para comprar as coisas dela, porque ela precisa das coisas dela. Eu não tenho como e o povo não vai ficar me ajudando direto”, disse a mãe da jovem, que não trabalha para cuidar dela.

“Como é que eu vou trabalhar? Eu vou deixar ela com quem?”, lamentou Sueli Bispo.

Informações: G1

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