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Lula diz que Lira defende semipresidencialismo para virar “imperador”

Lula diz que Lira defende semipresidencialismo para virar “imperador”

Em evento com Paulinho da Força (Solidariedade), nesta terça-feira (3/5), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas diretas ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida ao Palácio do Planalto.

Lula disse que Lira quer virar o “imperador do Japão”, ao defender o semipresidencialismo, tirar poderes do presidente da República e ter total controle sobre o orçamento.

“Se a gente não eleger uma maioria de senadores comprometidos com o discurso que temos aqui, a gente ganha as eleições e o atual presidente da Câmara continua como imperador. Ele já está querendo criar o semipresidencialismo. Ele já quer tirar o poder do presidente para que o poder fique na Câmara dos Deputados”, avaliou Lula.

“Ele age como se fosse o imperador do Japão. O que ele quer é poder mandar, inclusive, na administração do orçamento, que é aprovado pela Câmara, que é aprovado pelo Congresso. O orçamento tem que ser administrado pelo governo e é para isso que o governo é eleito. E é o governo que decide dar cumprimento ao orçamento aprovado pela Câmara, em função do regramento financeiro do estado brasileiro”, enfatizou.

O ex-presidente manifestou-se após as declarações de Paulinho da Força, que aconselhou que o petista abandone durante a campanha temas como a reforma trabalhista. A estratégia, segundo o sindicalista, teria o objetivo de atrair outras legendas de centro-direita e derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro.

Lula, por sua vez, disse a Paulinho que ele sabe que não é tão fácil assim mudar alguma coisa no Congresso sem que os partidos de esquerda consigam eleger deputados e senadores. “Você sabe que não é tão fácil assim, Paulinho, o jogo é pesado”, ponderou.

O petista ainda criticou a estrutura de redes sociais do presidente Jair Bolsonaro e afirmou que sua campanha vai focar em correr o Brasil.

“Quem quiser ficar fazendo campanha em rede social que fique. Eu vou percorrer o Brasil”, declarou.

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