Jovem feirense que não havia tomado vacina contra Covid por falta de documentos consegue registro civil após 20 anos

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A jovem da Bahia que não havia tomado vacina contra Covid-19 por falta de documentos teve o processo de registro civil concluído. Celiane Neri, de 20 anos, moradora em Feira de Santana, cidade a 100 km de Salvador, nunca havia tido registro de identificação e estava impedida de estudar, além de acessar diversos espaços.

“Na hora que eu peguei [o registro] fiquei sem acreditar. Senti alegria por tanto tempo lutando para ter e agora eu vou poder seguir a minha vida, fazer os meus sonhos, o que tenho vontade”, contou.

Por falta de documentos Celiane não recebeu a vacina contra Covid-19 ainda em 2021, quando já fazia parte do público alvo da imunização. Ela só conseguiu a primeira aplicação da dose no mês de fevereiro deste ano, após uma liberação da prefeitura de Feira de Santana, mas na ocasião ainda não tinha documentos. A segunda dose está prevista para abril e, para a ocasião, ela já estará com os documentos em mãos.

A espera de anos acabou na ultima segunda-feira (14). Celiane Neri de Souza agora está registrada e vai poder ter acesso a todos os serviços de qualquer cidadão.

“Ela nunca foi ao médico porque não tinha documento”

“Foi uma dificuldade imensa, quando ela ficava doente a gente ficava em casa porque não tinha documento e hoje ela já existe, ela não é mais aquela Celiane invisível, ela é Celiane visível”, afirma Janete Cruz, mãe adotiva da jovem.

Receber o registro de certidão de nascimento não foi a única surpresa que teve. Ao observar todas as informações registradas no documento, Celiane viu que não fazia aniversário na data que imaginava.

“A minha data verdadeira de fazer aniversário é em junho e eu fiquei muito surpresa, fiquei olhando em detalhes se era realmente a minha data verdadeira de fazer aniversário”, disse.

Celiane foi abandonada pela mãe biológica quando era criança e viveu em um orfanato, mas quando o local fechou, teve que morar com um tio que já tinha muitas crianças em casa. Diante da situação, Janete Cruz a levou para viver com ela quando Celiane tinha 12 anos. No entanto, Janete não conseguiu formalizar a adoção também por causa da falta dos documentos.

Jovem na Bahia consegue registro civil depois de 20 anos — Foto: Reprodução/TV Subaé

Jovem na Bahia consegue registro civil depois de 20 anos — Foto: Reprodução/TV Subaé

Informações; G1

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