Instituto Luisa Mell é acusado de não devolver cachorro resgatado

Instituto Luisa Mell é acusado de não devolver cachorro resgatado

A ativista Luísa Mell e o seu instituto de proteção animal estão envolvidos em uma em uma nova polêmica. A entidade é acusada de se negar a devolver um cão da raça pastor alemão, retirado da família tutora sob acusação de maus-tratos no mês passado, mesmo com uma decisão decisão policial. O advogado da família afirma, ainda, que o “resgate” foi feito de maneira irregular.

O advogado Douglas Ribeiro disse que o cachorro chamado Jhonny foi “sequestrado” pelo Instituto Luísa Mell e que a equipe da entidade, assim como a ativista, entrou indevidamente na residência dos tutores do animal. “Sequestrado. Essa é a palavra colocada pelo delegado que está tocando o inquérito“, disse. O profissional ressaltou que o auto de depósito foi concedido ao adestrador do pastor alemão.

O auto de depósito é um documento expedido por autoridade policial ou judicial no qual uma pessoa é destinada a receber um bem e se torna o responsável por ela, tornando-se seu “fiel depositário”. “O cachorro não pode ter descontinuado seu adestramento“, reforçou o advogado, salientando que mesmo com a decisão, o animal não foi devolvido pelo instituto.

O caso teve início no mês passado, quando um vídeo no qual o tutor do cão aparece agredindo o pastor alemão. Ele foi alvo de denúncias de maus tratos, já que, além das agressões, o animal também estava preso numa corrente. Assim, o cachorro foi retirado da família, que vive na Zona Leste de São Paulo. Segundo Ribeiro, no entanto, nenhum laudo confirmando os maus tratos foi emitido.

Ribeiro também disse que, apesar do vídeo, que circulou nas redes sociais, o pastor alemão é um animal bem tratado, se alimenta com uma ração topo de linha e está vacinado. “A Constituição diz que uma residência só pode ser invadida em casos de flagrante, para salvamento de terceiros ou com mandato judicial, mas nenhum dessas três regras foi observada nesse caso“, disse.

Douglas Ribeiro afirmou, ainda, que o cão não pode ser responsabilizado pelos erros do tutor. “A família tem uma criança que ficou abalada com o que aconteceu. Se o meu cliente agrediu o cão, ele é quem deve ser responsabilizado na Justiça“. Diante da negativa do Instituto Luísa Mell na devolução do animal, o advogado pretende recorrer na Justiça.

Outro lado
O Instituto Luísa Mell que afirmou, por meio de nota, que o cachorro está “legalmente depositado para esse Instituto, conforme auto de apreensão expedido pelo Delegado de Polícia que lavrou a ocorrência, sendo o Instituto apenas depositário e não autor da denúncia ou ação“, diz em um trecho do texto.

“Sobre as afirmações do Dr. Douglas Ribeiro, o advogado parece desconhecer a diferença entre um auto de depósito e uma ordem judicial. Ele tentou, sem sucesso, retirar o pastor ilegalmente deste Instituto, mas foi impedido pelos policiais que acompanharam a ocorrência. O cão segue sob os cuidados desse Instituto e a disposição da justiça“, finaliza a nota.

No dia 19 de novembro, o deputado Delegado Bruno Lima compartilhou no seu perfil no Instagram uma foto do resgate. Ao lado de Luísa Mell e da equipe do instituto, ele também participou do resgate. “Para quem acompanhou o caso do pastor alemão que foi agredido, realizamos o resgate junto com a equipe da @luisamell“, disse.

“O cachorro levou diversos socos, chutes, além de ter sua cabeça batida na moto por diversas vezes seguidas. Encontramos o animal preso, debaixo da chuva, sem água e sem alimento disponível. INACEITÁVEL!! O animal agora está sob os cuidados do @institutoluisamell. Já fomos informados que o advogado do agressor vai pedir de volta a guarda do animal“, finalizou.

Fonte: EM OFF!

OUTRAS NOTÍCIAS