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Influencer Klebim suspeito de lavagem de dinheiro nega crimes: “lei pré-histórica não vale”

Influencer Klebim suspeito de lavagem de dinheiro nega crimes: “lei pré-histórica não vale”

O influencer Kleber Moraes, conhecido como Klebim, do canal “Estilo Dub”, se pronunciou neste domingo (27), por meio de uma rede social, sobre o suposto envolvimento em um esquema de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele negou ter cometido os crimes.

“Uma lei pré-histórica, lei da década de 40, não vale. Vivemos em uma era digital e precisamos que essa lei seja atualizada”, afirmou Klebim no vídeo divulgado para justificar os sorteios de veículos que ele promovia pela internet e que virou alvo da polícia (veja mais abaixo). A legislação brasileira prevê que premiações por organizações da sociedade civil só podem ocorrer mediante autorização do Ministério da Economia.

Em outra publicação, o influencer afirmou não ser “o monstro que muitos falam”. Ele disse ainda que não está bem, pois seus sonhos foram arrancados. “Vi tudo que conquistei ao longo de 12 anos de trabalho irem embora sem poder fazer nada”, afirmou.

Klebim foi preso na segunda-feira (21) no âmbito da Operação Huracán. Na sexta-feira (25), a Justiça determinou a soltura do influencer e outros três suspeitos de envolvimento no esquema. De acordo com a decisão, eles deverão usar tornozeleira eletrônica pelo prazo de 120 dias e devem permanecer em casa no período entre 19h e 6h.

Além disso, Klebim e os outros três investigados não podem frequentar bares, boates, distribuidoras de bebidas, espetáculos, festas e qualquer reunião social com mais de dez pessoas, inclusive na própria residência.

Operação Huracán

Influencer 'Klebim' exibia carros de luxo nas redes sociais — Foto: Instagram/Reprodução

Influencer ‘Klebim’ exibia carros de luxo nas redes sociais — Foto: Instagram/Reprodução

Segundo a Polícia Civil, Klebim movimentou cerca de R$ 20 milhões entre 2021 e 2022. Ao todo, a Justiça expediu oito mandados de busca e apreensão em endereços dos suspeitos, e o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas do influencer e dos outros envolvidos.

As apurações tiveram início após o recebimento de uma denúncia pela Polícia Civil. Segundo os investigadores, os veículos rifados eram preparados com rodas, suspensão e som especiais, e os sorteios eram anunciados em um site.

Como tinham muitos seguidores, os investigados vendiam facilmente as rifas, segundo a polícia. Há ainda suspeita de que eles emprestavam dinheiro a criminosos que realizavam roubos e furtos.

‘Rede de Laranjas’

Youtuber conhecido como Klebim é preso no DF  — Foto: Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Youtuber conhecido como Klebim é preso no DF — Foto: Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Além de Kleber, foram presos outros três suspeitos de envolvimento no esquema. Segundo a investigação, eles são associados e amigos do influencer:

  • Pedro Henrique Barroso de Neiva, de 37 anos
  • Vinícius Couto Farago, de 30 anos
  • Alex Bruno da Silva Vale, de 28 anos

Segundo a polícia, um mecânico suspeito de atuar como “laranja” tinha renda de R$ 5,3 mil mensais, mas movimentou R$ 3,4 milhões em seis meses. Uma mulher, com renda de R$ 1,2 mil, repassou R$ 600 mil a empresas de Klebim, em três meses, segundo os investigadores.

Conforme a Polícia Civil do DF, para criar a rede, “Klebim” também usou o nome de três empresas das quais é sócio: a Estilo Dub, Estilo DubShop e EstiloDub Consultoria e Publicidade.

Os investigadores afirmam que, quando o influenciador anunciava a rifa de um veículo, contava com parceiros que replicavam o anúncio nas redes sociais e em três sites que organizavam o sorteio ilegal.

Polícia Civil apreendeu mais um veículo de influencer suspeito de lavagem de dinheiro, no DF — Foto: PCDF/Reprodução

Polícia Civil apreendeu mais um veículo de influencer suspeito de lavagem de dinheiro, no DF — Foto: PCDF/Reprodução

O dinheiro arrecadado nas rifas era, então, direcionado – por plataformas de pagamento online – para as contas das empresas do influenciador e dos “laranjas”, de acordo com a polícia. O grupo incluía pessoas de Brasília, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo as investigações, depois que o dinheiro caía na conta dos “laranjas”, era devolvido para “Klebim”. A polícia afirma que os “laranjas” faziam transferências para as contas das três empresas do influencer.

A justificativa para movimentação do dinheiro era a compra de algum acessório para veículos ou a prestação de serviços por uma das empresas do influenciador, de acordo com os investigadores. Com o dinheiro nas contas, ele entregava o carro para o ganhador do sorteio.

A suspeita da polícia é que o restante do dinheiro era dividido entre os sócios do influenciador, parceiros que ajudavam na divulgação das rifas e na organização dos sorteios.

As quantias também eram usadas nas compras pessoais de “Klebim”, como a construção de uma mansão avaliada em R$ 4 milhões, e de carros de luxo que ele ostentava na internet.

Informações: G1

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