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Idosa morre na policlínica da Rua Nova enquanto aguardava transferência; Já somam 105 número de óbitos de pacientes aguardando regulação

Idosa morre na policlínica da Rua Nova enquanto aguardava transferência; Já somam 105 número de óbitos de pacientes aguardando regulação

Uma idosa de 82 anos, internada na Policlínica da Rua Nova, em Feira de Santana, morreu enquanto aguardava transferência para uma unidade especializada. O óbito foi registrado na quinta-feira (17) e elevou para 105 o número de mortes, nos três primeiros meses de 2022, de pacientes à espera da regulação no município.

Em média, entre janeiro e março deste ano, o número de mortes de pacientes à espera da regulação equivale a quase uma por dia em Feira de Santana.

A morte mais recente em Feira de Santana é a da aposentada Maria Zilda, 82 anos, que estava internada desde domingo (13) depois de sofrer um infarto.

Na quarta-feira (16), após três dias de espera pela transferência a uma unidade especializada, sua neta Mayra Alves, disse que a família tentava vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os profissionais na unidade queriam registrá-la como paciente vítima de Covid-19.

“A gente está tentando uma vaga de UTI e eles estão colocando no sistema que ela está de Covid-19. A gente providenciou um teste, que sai no mesmo dia [o resultado] e ela não está [infectada]. A gente também fez o teste rápido e deu negativo, mas, ainda assim, acharam essa possibilidade de estar de Covid-19”, disse Mayra.

O corpo de Maria Zilda é velado na manhã desta sexta-feira (18) em uma igreja evangélica. O sepultamento será no Cemitério São Jorge, no bairro do Sobradinho.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, nesta sexta (18), 17 pacientes estão na fila da regulação no aguardo de transferência para uma unidade especializada.

“Pelo fato das UPAs e policlínicas não serem unidades de internamento, o leito fica ocupado e não há fluxo de entrada e saída de pacientes. O paciente que chega na unidade fica esperando um tempo maior para desocupar o leito”, explicou a coordenadora das policlínicas e UPAs, Vera Lúcia Galindo.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), responsável pela Central de Regulação, informou que o órgão sempre busca a transferência de acordo com o perfil do paciente. O órgão informa que a disponibilidade de vagas ocorre quando há alta médica ou morte de um paciente. Por isso, não é possível prever quando uma transferência vai ser feita.

A Sesab disse que, somente em 2022, a Central de Regulação atendeu 1.114 solicitações de transferências de unidades em Feira de Santana.

Informações: G1

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