Hospital da Mulher oferece Teste da Orelhinha

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O Hospital da Mulher vai realizar ações voltadas à audição das crianças que moram em Feira de Santana e que nasceram na instituição nos últimos 12 meses. O teste da orelhinha detecta problemas que, se tratado, pode curar e, assim, melhorar a qualidade de vida da criança.

 Os cadastramentos das crianças, com até um ano de idade, acontecerão nos dias 6, 9 e 10, e o atendimento está marcado para acontecer de 11 a 20 – exceto o sábado e o domingo. Cinco fonoaudiólogos farão o cadastramento. Os testes serão realizados no Ambulatório do Hospital da Mulher.

 “Elas serão submetidas a um exame que é extremamente importante para o bom desenvolvimento delas”, diz a diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas.

 A expectativa é que dezenas de crianças sejam submetidas ao teste, que é indolor e não invasivo. A meta é que cerca de 20 bebês sejam examinados, diariamente. “Os pais que observarem algum problema na audição dos filhos, por mais discreto que sejam, devem trazê-los ao hospital. É a avaliação cuidadosa que vai determinar a extensão do problema”.

 O teste da orelhinha é um exame simples para saber se está tudo bem com a audição da criança. Um aparelho eletrônico com fone é colocado no ouvido do bebê, o que permite ao médico verificar se a criança ouve normalmente. O exame não tem contraindicações e pode ser feito com o bebê dormindo.

 Há os chamados bebês de risco para a surdez. São os casos em que já existe um histórico na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas, infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e herpes), anormalidades craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), fez uso de medicamentos ototóxicos, entre outros.

 Em bebês normais, a surdez varia de 1 a 3 crianças em cada 1.000 nascimentos, já em bebês de UTI Neonatal, varia de 2 a 6 em cada 1.000 recém-nascidos – dobra a probabilidade, portanto. A avaliação Auditiva Neonatal limitada aos bebês de risco é capaz de identificar apenas 50% dos bebês com perda auditiva.

 A deficiência auditiva é a doença mais freqüente encontrada no período neonatal quando comparada a outras patologias. Só como exemplo, o teste do pezinho aponta uma criança em cada 10 mil nascimentos, muito menos que o da orelhinha.

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