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Homem diz ser expulso de bar após reclamar de cliente com camisa em alusão ao nazismo

Homem diz ser expulso de bar após reclamar de cliente com camisa em alusão ao nazismo

Um fato tem chamado atenção nas redes sociais nos últimos dias que envolve um bar no cartão postal soteropolitano. E não se trata de algo excêntrico ou vinculado ao histórico da Barra de ser acolhedor aos turistas e amantes do carnaval. Mas tudo leva a crer que seja um caso de polícia. Houve uma suposta expulsão de um bar de um cliente por causa de um outro que usava camisa de banda fazendo alusão ao nazismo.

O caso aconteceu na noite deste sábado (2). Raoni, o dono dos vídeos que circulam pelas redes sociais, afirma, na gravação, que foi retirado do bar, que faz parte de um hostel. O homem, que estava usando a camisa com alusão ao nazismo, teria tentado agredir Raoni. Segundo o rapaz, “ele tentou me bater, mas como eu sei me defender, treino arte marcial, ele não conseguiu me bater. Ele ficou com medo e levantou. E todo mundo do bar ficou defendo ele”, disse.

Ainda nos stories, Raoni fala que o rapaz “orgulhosamente” apresentou a banda nazista para ele. “Quando eu confrontei que ele estava de camisa nazista, ele disse que era nazista mesmo e tentou me agredir fisicamente’, comentou. “Eu cai com o empurrão, mas levantei rápido. Ele, então, amostrou que estava armado (não vi se sacou a arma) e então os funcionários do bar me expulsaram sem eu, em nenhum momento, ter agredido ninguém”, continuou.

A banda que o homem leva consigo na camisa é Dër Stürmer, que faz alusão a um jornal nazista que circulou até a Segunda Guerra Mundial, em 1945. O tabloide fazia caricaturas antissemitas e de cunho vexatório contra os judeus, além de publicar textos anticomunistas e preconceituosos.

Porém,  música a qual Raoni coloca nos stories do Instagram é da banda de punk rock dos Estados Unidos ‘Dead Kennedys’, que declara nas letras de humor ácido e sarcástico, assuntos políticos da época, cerca de 1978. A canção “Nazi Punks Fuck Off’, no entanto, é uma sátira do grupo que estavam descontentes com os nazistas-fascistas que estavam surgindo na cena punk. Além disso, um dos vocalistas da banda, Jello, escreveu a música para atacar outro grupo de hardcore chamada ‘The Exploited’, da Escócia, que é acusada de ter atitudes racistas, incluindo o vocalista do grupo, que odiava negros e latinos.

BNews entrou em contato com o proprietário do bar/hostel (que pediu para não ser identificado). Na conversa, o dono conta outra versão do caso. “A gente estava no bar e tinha um cliente com uma camisa. A gente nem sabia que era camisa nazista. Uma outra cliente, que fala alemão, comentou que era nazista. Mas, o rapaz que estava com a camisa, estava curtindo o bar normalmente”, comentou.

O empreendedor ainda disse que o rapaz do vídeo, Raoni, começou a tirar fotos do homem da camisa que fazia alusão ao nazismo. “A atenção se virou para a pessoa da camisa e ele começou a falar ‘velho, estou aqui numa boa, não quero confusão’. O rapaz [da gravação] saiu e depois voltou brigando [com o homem da camisa]. E aí eu pedi para ele sair do bar se não ia chamar a polícia. Foi aí que ele saiu e voltou [novamente] já gravando o bar”, disse o dono.

A apologia ao nazismo é uma tipificação penal no território brasileiro. A lei federal antirracismo (Lei 7.716, de 1989) afirma que é crime “veicular símbolos” do nazismo “para fins de divulgação”. Em caso de condenação, a pena é de multa e prisão de dois a cinco anos.

O mesmo artigo enquadra como criminosas as pessoas que produzem, vendem ou distribuem material que contenha símbolos nazistas e também as que utilizam publicações e meios de comunicação para disseminar as ideias do nazismo.

Informações: Bnews

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