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Há um calote no transporte público e é preciso uma CPI para investigar

Há um calote no transporte público e é preciso uma CPI para investigar
É preciso investigar o que vem acontecendo com o transporte público em Feira de Santana, conforme o vereador Silvio Dias (PT), em discurso recente feito na tribuna da Câmara Municipal. Segundo o parlamentar, deve-se investigar a fundo a relação do transporte público, para que possa atender minimamente as necessidades da população. “O calote está dado, e hoje não tem mais ônibus suficientes para pagar as ações trabalhistas existentes. Cadê a Prefeitura?”, indagou.
Silvio Dias comparou a situação do transporte público em Feira de Santana e na capital baiana. “Em Salvador, a Prefeitura, nesse momento de pandemia – que é o argumento utilizado aqui em Feira, ao notar que o sistema estava apresentando problemas, encampou a empresa; assumiu a empresa e impediu que a população ficasse sem o transporte e, ainda, que os funcionários recebessem um calote. Mas o que fez a Prefeitura de Feira? Nada”, disse.
E continuou: “Todos os dias observamos os ônibus indo embora de Feira, e qual a providência que a Prefeitura toma? Nenhuma. Cadê os fiscais para impedirem a saída desses ônibus? Por que eles não vão para a frente da garagem para impedirem que esses ônibus saiam? É só a Prefeitura que não vê essa situação. Ela só sabe das coisas através de outras pessoas?”, indagou.
Ainda conforme Silvio Dias espera-se apenas que a cidade fique novamente sem transporte público para que uma providência seja tomada, pois é mais do que urgente e necessária a instalação de uma CPI do transporte público em Feira. “Assim poderemos analisar desde o contrato com as empresas que aí estão até o contrato com o BRT, que é uma fraude em nossa cidade. E só uma CPI pode fazer isso. O transporte público em Feira é um caos completo; muitas vezes já vimos vereadores subirem a esta tribuna para falarem do transporte público, e o momento chegou”, disse.
Lembrou que o transporte público não cumpre o seu papel e, por isso, o transporte clandestino, como os ligeirinhos, atua de forma eficaz na cidade. “A Prefeitura finge fiscalizar os ligeirinhos em Feira. Sabe por que? Porque é quem mantém efetivamente o transporte público feirense, que, há muito tempo, é diuturnamente feito pelos transportes clandestinos, porque o transporte público não cumpre o seu papel. As linhas não chegam onde têm que chegar, os passageiros não têm horários, os ônibus quebram, e até a solução que eles deram, que é o BRT, não funciona”, pontuou.
Segundo Silvio Dias, o BRT apenas foi usado em outubro do ano passado, próximo à eleição, como propaganda política, tanto que foi anunciado o início da sua operação. “Mas já vimos os ônibus desse sistema BRT saindo da cidade. Utilizaram apenas durante o período político, como sempre fazem nessa cidade: trazem obras políticas, eleitoreiras, mas o sistema está paralisado. Infelizmente ficam no prejuízo os usuários do transporte coletivo e os trabalhadores, motoristas, cobradores e mecânicos”, lamentou.
“Desde que se instalou o famigerado SIT (Sistema Integrado de Transporte) aqui em Feira, o transporte público acabou. Devemos investigar todo esse processo e, por isso, a oposição tomou a frente e apresentou um requerimento para pedir a instalação da CPI. O momento para que seja possível instalar a CPI e investigar essa situação chegou”.
Informações: Ascom

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