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Grupo criminoso preso nesta terça recebia ordens de dentro da cadeia, diz delegado

Grupo criminoso preso nesta terça recebia ordens de dentro da cadeia, diz delegado

O grupo criminoso desarticulado nesta terça-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil da Bahia recebia ordens de superiores que, dentro dos presídios, ordenavam que os ‘soldados do tráfico’ executassem rivais ou aqueles que de alguma forma contrariavam ‘as regras’ da criminalidade. A informação é do delegado Ives Correia, titular da 1ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE).

Em entrevista à TV Record Itapoan, no final da manhã desta terça, o delegado explicou que os membros do grupo criminoso colocavam em prática as leis do tribunal do crime na hora de executar seus desafetos. Venha daí o nome da operação: Disciplina.

Durante os cumprimentos de prisão e busca e apreensão em Salvador e Camaçari, na Região Metropolitana, 12 pessoas foram presas e três mortas, após troca de tiros com policiais. Mais de 200 agentes participaram da ação.

“A operação foi batizada assim porque era dessa forma que eles atuavam, como um tribunal. Pegavam os rivais ou alguém que os contrariavam ou deviam, os torturavam e executavam, o que chamou atenção da polícia. No início, era só com traficantes [rivais], depois os crimes passaram a ser cometidos contra civis e agentes públicos”, disse Correia.

As vítimas mais recentes dos criminosos foram o percussionista Renato Santos Evangelista Sobrinho, em dezembro do ano passado, e o guarda municipal Tiago Duarte Banhara, em fevereiro deste ano.

Renato, que fazia parte de um grupo musical, morreu após se apresentar em um bairro que sofre com a influência de um grupo criminoso rival àquele da sua localidade. As agressões e a execução foi gravada pelos criminosos e compartilhado nas redes sociais. Já o guarda foi encontrado morto, sem roupas e com as mãos amarradas, após ter sido abordado por homens em um bar.

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