Funcionários da saúde de Feira denunciam que IMAPS está a mais de 60 dias sem pagar salários; “Pagam um e deixam outro, e só pagam quando denunciamos”

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Técnicos de enfermagem, médicos e pessoal contratado pela empresa IMAPS, prestadora de serviço à Prefeitura de Feira de Santana, denunciam atrasos de salários nos PSF’s mais uma vez. Vários profissionais entraram em contato se queixando que temem ficarem sem receber, e que situação já se arrasta por mais de sessenta dias. “É sempre assim, só pagam depois de diversas denuncias e a mídia cair em cima, e ainda sim, pagam um mês de deixam um sem pagar, sempre ficamos de 30 a mais de 60 dias com salários atrasados”, contam.

Uma das denunciantes diz que atraso salarial é rotina. “Quase todo mês é isso: Salário atrasado, dividas acumulando, jurus em cartão, e dessa vez é ainda pior, pois a empresa vai embora e nós vamos ficar aqui sem receber o que foi trabalhado. Estamos apavorados, e sem nenhum norte nem por parte da empresa e nem por parte da Prefeitura que diz que já fez o repasse, e lavou as mãos para nosso problema”, pontua.

A empresa já tem um histórico de atraso no pagamento salarial, e por diversas vezes só liberou os pagamentos após diversas denuncias por parte da imprensa que deu voz aos trabalhadores.

Claramente a empresa e a Prefeitura lavam as mãos para os problemas enfrentados pelos profissionais, que ficam em panico com o acumulo de dividas por conta dos atrasos, quanto a população que fica a merce de chegar em uma unidade de saúde e não ter atendimento por conta de greves e manifestações que são justificadas pela falta de pagamento.

“Mais uma vez os salários dos médicos do PSF está atrasado a mais de 60 dias. Todos os meses é a mesma coisa. Os médicos querem paralisar, mas todas as vezes que fazemos paralisação o prefeito desconta dos nossos salários. É uma falta de respeito todos os meses, tanto da Prefeitura quanto da empresa IMAPS. E nunca nos dão uma previsão,enquanto isso as dividas acumulam, é juros de cartão, é comida que falta, escola dos filhos, entre outras coisas, e nós ficamos desesperados”, contam.

Com a falta de uma posição por parte da gestão municipal e IMAPS, se faz necessária uma intervenção urgente do Ministério Público para mediar a situação, e trazer uma solução tanto para a população, quanto para os trabalhadores.

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