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Fotos publicadas por voluntários brasileiros na Ucrânia em redes sociais mostram locais chave e facilitariam ataques russos

Fotos publicadas por voluntários brasileiros na Ucrânia em redes sociais mostram locais chave e facilitariam ataques russos

Internautas de diversas nacionalidades culpam brasileiros que foram à Ucrânia de forma voluntária para lutar contra os russos por facilitar ataques das tropas inimigas. Publicações em redes sociais exibindo as bases militares ucranianas teriam contribuído para o lançamento de mísseis pelas tropas russas, causando dezenas de mortes.

Para esses internautas, os brasileiros estariam mais interessados em se promover, com o exibicionismo nas redes sociais, do que em lutar pela liberdade da Ucrânia. Acusação parecida sofreu o deputado federal Arthur do Val (Podemos), o Mamãe Falei, que teve áudios machistas contra ucranianas vazados. Para brasileiros, o parlamentar de São Paulo estava mais preocupado em fazer propaganda política e turismo sexual quando decidiu ir ao país em guerra e fazer fotos posando ao lado de pilhas de coquetéis molotov feitos por civis.

“É incrível como são descuidados e estúpidos os ‘voluntários’ brasileiros na legião estrangeira. Outro mercenário, capturado anteriormente perto de Lviv, também mantém discretamente um perfil aberto no Instagram, encantando regularmente os assinantes com novas histórias”, escreveu, em inglês, o internauta identificado como Spriter.

Ele publicou imagens do perfil do Instagram de Leanderson Paulino, que tem mais de 41 mil seguidores e diz ser brasileiro. Ele também conta que foi policial penal e bombeiro em diferentes países. Além da conta aberta no Instagram, mantém canal no Youtube com vídeos dele na Ucrânia, sempre com uniforme militar, carregando ou desmontando e montando armas.

Em entrevista ao portal UOL há uma semana, Leanderson contou ser penambucano radicado na Europa e ter 27 anos.ambos. Afirmou integrar uma unidade especial com outro combatente brasileiro e dois portugueses. Disse ainda ter deixado Londres, na Inglaterra, para se apresentar às forças ucranianas.

“Eu fui convidado para fazer parte de uma tropa especial, não estou mais como um militar convencional. No meu pelotão, estão os melhores. Militares de várias nacionalidades, que já operaram no Afeganistão, Iraque e Síria. São guerreiros experientes”, declarou.

Internauta culpa brasileiros por mortes em base militar

Outro internauta crítico à atuação dos brasileiros, que escreve em espanhol e usa em sua biografia o lema “Deus, Pátria e Família” – o mesmo de conservadores brasileiros, como o presidente Jair Bolsonaro –, disse inclusive que autoridades norte-americanos culpam os voluntários brasileiros na Ucrânia pelo ataque ao acampamento militar na fronteira com a Polônia que deixou ao menos 35 mortos, no domingo (13).

“(…) eles (os brasileiros) só gastaram carregando fotos no Instagram para ganhar curtidas e, por causa disso, os russos atacaram o acampamento.”

Não há comprovação que as publicações de brasileiros nas redes sociais contribuíram para as mortes, mas é fato que as forças russas lançaram vários ataques aéreos contra um centro de treinamento militar nos arredores da cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, perto da fronteira com a Polônia.

Brasileiro fez vídeo após fugir de ataque russo

Esta base concentrava voluntários e mercenários estrangeiros que se juntaram às forças ucranianas na luta contra as tropas russas. O grupo é chamado de  Legião Internacional de Defesa do Território da Ucrânia.

Nas redes sociais, brasileiros disseram ter deixado a área militar na região de Lviv horas antes do bombardeio.

Fazia parte do grupo o instrutor de tiro Tiago Rossi, de Maringá, no Paraná. Ele disse em vídeo que teve de fugir após aviões russos atacarem integrantes da Legião Internacional. “Não imaginava o que era uma guerra”, afirmou o brasileiro na publicação.

“Lá (na base) tinha militares das forças especiais do mundo inteiro. As informações que a gente tem é que todo mundo morreu. Eles (russos) acabaram com tudo. Vocês não estão entendendo, acabou, acabou. A Legião foi exterminada de uma vez só. Eu não imaginava o que era uma guerra”, completou.

Até então, Rossi se vangloriava do fato de ter viajado até a Ucrânia para a luta armada. Ele virou notícia em sua cidade e em seu estado. Chegou a ser tratado como herói por seguidores nas redes sociais, a maioria defensores de armamento da população civil e eleitor de Bolsonaro.

Muitos ucranianos fugiram para a relativa segurança de Lviv desde que a invasão russa de seu país começou, em fevereiro. A uma curta distância da Polônia, a cidade também é um centro de trânsito para quem sai da Ucrânia.

Ex-soldados são pagos para resgatar famílias

O governo ucraniano criou um site para recrutar estrangeiros com formação militar para a Legião Internacional de Defesa do Território, com contato de consulados e embaixadas ucranianas espalhadas pelo mundo, incluindo o Brasil.

Ex-soldados multilíngues estão sendo recrutados em todo o mundo por US$ 2 mil ao dia (o equivalente a R$ 10 mil) para ajudar no resgate de famílias, aponta reportagem da BBC.

Informações: O Tempo

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