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Executivos da Odebrecht dirão que governo Dilma antecipou indicação de ministro ao STJ

Executivos da Odebrecht dirão que governo Dilma antecipou indicação de ministro ao STJ

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Integrantes do governo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) adiantaram a advogados e executivos da Odebrecht a indicação de um ministro garantista (que analisa processos do ponto de vista dos direitos individuais do acusado) para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida favoreceria a soltura do ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, preso desde junhp de 2015. A informação deverá ser relatada em acordo de delação premiada que os investigados na Lava Jato negociam com a força-tarefa da operação. Segundo a Folha, a história a ser contada pelos delatores é que executivos da Odebrecht, inclusive Marcelo, pressionavam integrantes do governo a frear as investigações sob argumento de que a gestão de Dilma poderia ser atingida.

Os apelos da empreiteira não foram atendidos pela presidente Dilma nem pelo então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. As pressões da empreiteira aumentaram com o avanço das investigações e da prisão de Marcelo, a defesa do ex-presidente e herdeiro do grupo entrou com um pedido de habeas corpus que seria julgado pela quinta turma do STJ, responsável pelos recursos da Lava Jato.

O novo ministro ocuparia a vaga do desembargador Newton Trisotto, provisoriamente na cadeira e conhecido por votar contra a soltura dos presos da Lava Jato. O indicado pela presidente foi Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, segundo colocado na lista tríplice de candidatos.

No julgamento do habeas corpus que pedia a soltura de Marcelo Odebrecht, Navarro foi o único dos cinco minsitros da turma a dar voto favorável. O ministro foi citado na delação do ex-senador Delcídio do Amaral e é investigado pelo Conselho Nacional de Justiaça (CNJ).

O ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse por meio de sua assessoria de imprensa que a preferência por colocar ministros garantistas nas cortes superiores é posição pública dele, já manifestada em outras ocasiões. A presidente Dilma e a Odebrecht não se manifestaram. Marcelo Navarro não foi encontrado para comentar o assunto.

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