Ex-vereador e comparsa acusados de jogar ácido em vendedora de lanche são condenados a mais de 10 anos de prisão

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Por jogar ácido em uma vendedora de lanches do Feiraguay foram julgados ontem (18) no Fórum Desembargador Filinto Bastos e condenados a mais de 10 anos de prisão, o ex-vereador da cidade de São Sebastião do Passé Roberto das Neves, 50 anos, e Edson Eduardo Sales Guimarães, 31 anos.

Apontado como o mandante do crime, Roberto foi condenado a 11 anos de reclusão em regime fechado. Já Edson Eduardo Sales, por ter jogado o líquido ácido, foi condenado a 10 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Eles já estão presos há mais de um ano no Conjunto Penal de Feira de Santana. A pena foi aplicada pela juíza Márcia Simões finalizando o júri que durou mais de 10 horas.

O crime

O crime aconteceu no dia 30 de maio de 2017, na Rua Das Américas, no bairro Chácara São Cosme, em Feira de Santana. A vítima Maria José de Oliveira Souza teve lesões nos braços e tórax.

Segundo a denúncia, Maria José era cunhada do Roberto – companheiro da irmã dela, Noemi de Oliveira Souza. Um ano depois de terminar o relacionamento de 11 anos com Noemi, Roberto ainda não se conformava com o rompimento e culpava Maria José pela separação. Ele dizia que a irmã da ex-mulher “fazia a cabeça dela” para que eles não reatassem.

Segundo a investigação, quinze dias antes do fato, Roberto disse por telefone para Naomi que sonhou que ela. Disse que a ex-companheira estava em um hospital com o corpo cheio de bolhas e queimaduras, alertando para que ela tomasse cuidado, pois seu local de trabalho era perigoso. Ainda segundo as investigações, Noemi estava recebendo ameaças por meio de cartas. As ameaças diziam que iriam jogar ácido nela.

Em entrevista ao Acorda Cidade na época, Naomi informou que as cartas eram anônimas.

“Ele bebia bastante, parou de beber por um período e aí não deu certo mais. Estava muito desgastado e chegou ao fim. Me separei e vim morar com minha irmã. Ele ficou atrás de mim e eu sempre falando que não queria voltar. Aí ontem aconteceu isso com minha irmã. Foi desesperador, estava bastante queimada. Algumas das cartas mandava ela parar de vender lanches no Feiraguay, o que a fez acreditar que as ameaças estavam sendo feitas por um concorrente”.

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