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“Eu entendi que não havia uma situação de flagrante”, diz delegado que solta agressor de procuradora

“Eu entendi que não havia uma situação de flagrante”, diz delegado que solta agressor de procuradora

O homem que agrediu a procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros, que atua em Registro, no interior de São Paulo, foi ouvido e liberado pela Polícia Civil. O delegado responsável pelo caso, considerou que “não havia uma situação de flagrante” para justificar a prisão do também procurador, Demétrio Oliveira Macedo.

De acordo com o G1, durante o depoimento o autor da agressão à colega disse sofrer assédio moral no local de trabalho e usou essa justificativa como motivo para agredir a vítima. “Ele admitiu que agrediu a vítima e alegou que assim o fez por sofrer assédio moral”, disse o delegado, Fernando Carvalho Gregório, do 1º Distrito Policial de Registro, nessa quarta-feira (22).

“Eu entendi que não havia uma situação de flagrante, e sim um fato criminoso. É claro que deveria ser devidamente apurado. Por isso, fizemos o registro da ocorrência e tomamos todas as diligências cabíveis na ocasião”, explicou Gregório. “O fato também é analisado pelo Ministério Público (MP) e Poder Judiciário (PJ). Ao final de todos os trabalhos, teremos uma conclusão das investigações num processo, e uma eventual condenação”, complementou.

Depoimento da vítima

“Foi exposta a minha dignidade. Como mulher, fui desrespeitada, assim como servidora pública. Enfim, foi um desrespeito global da minha personalidade como mulher”, afirmou a procuradora Gabriela de Barros, durante entrevista ao G1 nessa terça-feira (21).

Em depoimento à polícia, a procuradora disse que o colega Demetrius Macedo apresentava comportamento suspeito, tendo sido grosseiro com outra colega de trabalho. Diante disso, ela já havia enviado um memorando à Secretaria Administrativa Municipal com uma proposta de procedimento administrativo. Agora, a procuradora quer que Macedo seja processado em decorrência das agressões e ofensas contra ela

O que diz a prefeitura

A administração municipal, por meio de nota, manifestou “mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência realizados pelo Procurador Municipal contra a servidora municipal mulher que exerce a função de Procuradora Geral do Município. Que a vítima e sua família recebam toda nossa solidariedade, apoio e cada palavra de conforto e acolhimento”.

No texto, a prefeitura também disse que tomará as providências necessárias e já determinou de imediato que o agressor seja suspenso, nos termos do art. 179, c/c inc. III do art. 180, ambos da Lei Complementar nº 034/2008 – Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Registro, com prejuízo de seus vencimentos, a partir de 21 de junho.

Fonte: bnews.com.br

 

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