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Doria cobra “grandeza” de Bolsonaro em discussão sobre aquisições de doses da Coronavac

Doria cobra “grandeza” de Bolsonaro em discussão sobre aquisições de doses da Coronavac

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cobrou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenha grandeza para lidar com as discussões sobre a Coronavac, vacina que está sendo produzida através de uma parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Butantan . Nesta terça-feira (20), o ministério da Saúde, através do ministro Eduardo Pazuello, havia assinado um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da vacina, contudo Bolsonaro desautorizou o ministro nas redes sociais.

“Peço ao presidente Jair Bolsonaro que tenha grandeza. E lidere o Brasil para a saúde, a vida e a retomada de empregos. A nossa guerra não é eleitoral. É contra a pandemia. Não podemos ficar uns contra os outros. Vamos trabalhar unidos para vencer o vírus. E salvar os brasileiros’, escreveu Doria.

Ao ser questionado por seguidores nas redes sociais, Bolsonaro negou veemente que o governo irá adquirir a vacina. “NÃO SERÁ COMPRADA” e “Tudo será esclarecido hoje. Tenha certeza, não compraremos vacina chinesa. Bom dia”, foram respostas dadas pelo presidente.

“A vacina é que vai nos salvar, não é a ideologia, política ou processo eleitoral. Peço a compreensão do presidente e o seu sentimento humanitário para compreender que seu ministro agiu corretamente, baseado na medicina”, complementou o pessedebista.

Na terça, o ministério da Saúde havia classificado a aquisição das doses da vacina como “mais um passo na estratégia de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros”.

Pazuello havia destacado que as doses seriam distribuídos em todo o país por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, disse o ministro.

As vacinas as quais o ministro se referia são: A da AstraZeneca, produzida pela Fiocruz em parceria com a farmacêutica; a Covax, originária da adesão do país ao programa internacional Covax Facility; e a Butantan-Sinovac. Juntas as vacinas representariam 186 milhões de doses que seriam disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021, de acordo com Pazuello.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou, nesta segunda-feira (19), que dentre todas as vacinas em desenvolvimento, a CoronaVac é a mais segura, ou seja, não vem  apresentando efeitos colaterais graves.

A CoronaVac está na fase 3 de testes com voluntários brasileiros desde julho deste ano. Nesta fase é avaliada a eficácia da vacina, ou seja, se ela protege contra o novo coronavírus. Caso os testes comprovem que  é uma vacina eficaz, a CoronaVac precisa de ser aprovada pela Anvisa para iniciar a vacinação. O governo paulista previa o início da vacinação a partir de 15 de dezembro deste ano, mas com o atraso no estudo de eficácia, essa data deve ser adiada.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), cobrou que a questão da vacina não seja politizada e que as decisões quanto a eficácia devem ser dadas pela comunidade científica.

“Quando o presidente fala que a vacina precisa de eficácia comprovada, é obvio. Ninguém vai sair vacinando sem que exista essa eficácia. Agora, a vacina chinesa tendo eficácia comprovada, claro que tenho disposição de ter acesso ao imunizante e colocar pra cidade. Não interessa de onde ela vem. Questão ideológica deve ficar em outro canto. Politizar essa questão é um crime”, afirmou o demista.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), classificou como sensata a medida do ministro da Saúde e externou solidariedade após a desautorização do presidente. “Estamos em guerra contra covid-19, que já matou mais de 150 mil no Brasil. O presidente não pode desmoralizá-lo e desautorizá-lo nesta luta”, destacou o governador.

Coronavírus no Brasil

De acordo com dados divulgados, nesta terça-feira, pelo ministério da Saúde, o Brasil registra 5.273.954 casos confirmados e 154.837 óbitos desde o começo da pandemia.

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